O Instituto Pró-Ativo realizou, nos dias 7 e 8 de outubro, o 1º Simpósio Além do Diagnóstico – Autismo Entre o Amor e a Exaustão, no anfiteatro do Centro Universitário de Ourinhos (UNIFIO). O evento reuniu mais de 200 participantes e profissionais de diferentes áreas para discutir os desafios enfrentados por famílias atípicas, com foco no acolhimento, na informação e na inclusão.
Durante as duas noites, o simpósio proporcionou momentos de troca de experiências entre pais, mães, cuidadores, educadores e profissionais da saúde, abordando não apenas o diagnóstico do autismo, mas também a realidade emocional, social e familiar de quem convive diariamente com essa condição.
A iniciativa nasceu da experiência do próprio Instituto Pró-Ativo, que desenvolve um projeto social utilizando o esporte como ferramenta de inclusão e desenvolvimento infantil.
Atualmente, o projeto atende mais de 80 crianças, sendo mais de 15 neurodivergentes, com ou sem diagnóstico formal.
Ideia surgiu da convivência com as famílias atendidas pelo Instituto
A proposta do simpósio foi idealizada por César Evaristo, diretor de projetos do Instituto Pró-Ativo, que identificou a necessidade de criar um espaço dedicado às famílias das crianças atendidas.
A ideia foi apresentada a Orlando Weber Neto, vice-presidente do Instituto, pai atípico e porta-voz da iniciativa, que abraçou o projeto e participou de sua organização ao lado dos demais integrantes da entidade.
Em entrevista ao repórter Gera Laperuta, do Passando a Régua, durante o primeiro dia do evento, Orlando explicou que o objetivo era oferecer acolhimento às famílias, muitas vezes sobrecarregadas pelos desafios cotidianos.
“Muito se fala sobre o autismo, muito se fala pela luta que é o autismo, mas pouco se fala sobre a realidade das famílias atípicas, como é o silêncio de uma mãe, de um pai, muitas vezes dos avós, uma família em geral”, destacou.
Segundo Orlando, a proposta foi reunir profissionais da região para compartilhar informações, orientar os familiares e esclarecer dúvidas sobre diferentes aspectos do desenvolvimento e da rotina das crianças.
“A ideia aqui é ser inclusivo, que as famílias aqui se sintam pertencentes. Esse é o objetivo”, afirmou.
Projeto social utiliza o esporte como ferramenta de inclusão
Durante a entrevista, Orlando também destacou que o Instituto desenvolve um trabalho social voluntário há mais de uma década, utilizando o esporte, especialmente o jiu-jitsu, como instrumento de transformação.
Ele explicou que a convivência com as crianças e seus responsáveis revelou necessidades que ultrapassam as atividades realizadas no tatame.
“Fora do tatame tem uma mãe, fora do tatame tem um avô, um pai, e nós sentimos as dores que eles têm”, relatou.
A partir dessa realidade, surgiu a necessidade de ampliar o trabalho do Instituto, oferecendo não apenas atividades para as crianças, mas também oportunidades de orientação e apoio às famílias.
“Foi primeiramente pensando nos nossos, mas sabendo que a causa é imensa”, completou Orlando.
Programação reuniu especialistas em quatro mesas de discussão
O simpósio contou com quatro mesas de conversa, nas quais especialistas e familiares discutiram assuntos relacionados ao autismo e à parentalidade atípica.
Entre os principais temas abordados estiveram o amor e a exaustão de quem cuida, a importância do acolhimento, a autonomia das pessoas autistas, a construção de redes de apoio e o diálogo entre famílias, escolas e profissionais da saúde.
A programação também incluiu atividades de musicoterapia e pilates, ampliando as possibilidades de participação e bem-estar dos presentes.
Participaram das discussões profissionais de diferentes especialidades, entre eles a neuropediatra Lethicia Nogueira, a pediatra Maria Julia Medalha, a terapeuta ocupacional Lilian Ramos, a fonoaudióloga Tamara Simões, as psicólogas Fabiana Barreira e Juliana Pozza, a neuropsicopedagoga Polyanna Santiago e as psicopedagogas Giovanna Gentil e Narda Jorosky, esta última também coordenadora do curso de Pedagogia da UNIFIO.
Também contribuíram com a programação a coordenadora pedagógica Carmen Lucia Machado, conhecida como Carminha, a fisioterapeuta Amanda Ferreira, a enfermeira Ana Paula Martins, o musicoterapeuta Sandro Santos e o professor de jiu-jitsu Ismaile Santos.
As influenciadoras Aliny Leite, Yza Grillo e Carolina Galan também apoiaram a iniciativa, contribuindo para ampliar a divulgação e a visibilidade da causa nas redes sociais.
Relatos de famílias destacam importância do acolhimento
Além do conteúdo apresentado pelos profissionais, um dos aspectos destacados pela organização foi a resposta das famílias que participaram do evento.
Em um dos depoimentos recebidos pelo Instituto, uma mãe descreveu a experiência como um momento de alívio e acolhimento.
“Foi um evento incrível, emocionante, acolhedor, com profissionais extremamente humanos que olham realmente pra nós, que precisamos de conhecimento, conselhos e atenção”, relatou.
A participante também manifestou o desejo de que novas edições sejam realizadas.
“Espero de coração que não pare no primeiro, que tenham muito mais simpósios, palestras, enfim, ajuda para todos que precisam”, acrescentou.
Instituto pretende transformar debates em ações permanentes
Com o encerramento do primeiro simpósio, o Instituto Pró-Ativo pretende dar continuidade às iniciativas voltadas às famílias atípicas.
Entre os próximos objetivos estão a criação de novos espaços de escuta, a realização de encontros informativos e o fortalecimento de parcerias com profissionais e instituições que possam contribuir com o desenvolvimento das crianças e o apoio aos familiares.
A organização do evento contou com a participação dos diretores César Evaristo, Fernando, Ismaile Santos e Orlando Weber Neto, além de Aline Oliveira, responsável pela área de mídias; Douglas Rodrigues, da área de tecnologia; Amanda Ferreira, que também participou da coordenação; e Juliana Damazio e Raquel Alves, envolvidas na captação e organização dos colaboradores, entre outros integrantes do Instituto.
UNIFIO e empresas da região apoiaram a realização
O Instituto Pró-Ativo destacou a importância do apoio do UNIFIO, que disponibilizou o anfiteatro para a realização do simpósio.
A iniciativa também contou com a colaboração de empresas e instituições parceiras, entre elas Kinse, Coletto 3R, Grupo Unimed Ourinhos, ICDS Gestão em Saúde, Unihealth, Engelogan Engenharia e Equipamentos, Pequenos Exploradores, Casa 10 Materiais para Construção, Ouriponto e Coffee Capricórnio, além de outros apoiadores.
Para o Instituto, o encontro representou o início de uma nova etapa de trabalho, com a proposta de ampliar a rede de acolhimento e promover ações que atendam às necessidades das famílias para além do diagnóstico.
Empresas, profissionais e famílias interessados em conhecer ou apoiar o projeto podem entrar em contato pelo perfil @institutoproativo ou pelo site www.institutoproativo.com.br.
O 1º Simpósio Além do Diagnóstico encerrou sua programação com a perspectiva de continuidade, reforçando a importância de unir informação, acolhimento e participação da comunidade na construção de uma rede de apoio às famílias atípicas em Ourinhos e região.
Durante as duas noites, o simpósio proporcionou momentos de troca de experiências entre pais, mães, cuidadores, educadores e profissionais da saúde, abordando não apenas o diagnóstico do autismo, mas também a realidade emocional, social e familiar de quem convive diariamente com essa condição.
A iniciativa nasceu da experiência do próprio Instituto Pró-Ativo, que desenvolve um projeto social utilizando o esporte como ferramenta de inclusão e desenvolvimento infantil.
Atualmente, o projeto atende mais de 80 crianças, sendo mais de 15 neurodivergentes, com ou sem diagnóstico formal.
Ideia surgiu da convivência com as famílias atendidas pelo Instituto
A proposta do simpósio foi idealizada por César Evaristo, diretor de projetos do Instituto Pró-Ativo, que identificou a necessidade de criar um espaço dedicado às famílias das crianças atendidas.
A ideia foi apresentada a Orlando Weber Neto, vice-presidente do Instituto, pai atípico e porta-voz da iniciativa, que abraçou o projeto e participou de sua organização ao lado dos demais integrantes da entidade.
Em entrevista ao repórter Gera Laperuta, do Passando a Régua, durante o primeiro dia do evento, Orlando explicou que o objetivo era oferecer acolhimento às famílias, muitas vezes sobrecarregadas pelos desafios cotidianos.
“Muito se fala sobre o autismo, muito se fala pela luta que é o autismo, mas pouco se fala sobre a realidade das famílias atípicas, como é o silêncio de uma mãe, de um pai, muitas vezes dos avós, uma família em geral”, destacou.
Segundo Orlando, a proposta foi reunir profissionais da região para compartilhar informações, orientar os familiares e esclarecer dúvidas sobre diferentes aspectos do desenvolvimento e da rotina das crianças.
“A ideia aqui é ser inclusivo, que as famílias aqui se sintam pertencentes. Esse é o objetivo”, afirmou.
Projeto social utiliza o esporte como ferramenta de inclusão
Durante a entrevista, Orlando também destacou que o Instituto desenvolve um trabalho social voluntário há mais de uma década, utilizando o esporte, especialmente o jiu-jitsu, como instrumento de transformação.
Ele explicou que a convivência com as crianças e seus responsáveis revelou necessidades que ultrapassam as atividades realizadas no tatame.
“Fora do tatame tem uma mãe, fora do tatame tem um avô, um pai, e nós sentimos as dores que eles têm”, relatou.
A partir dessa realidade, surgiu a necessidade de ampliar o trabalho do Instituto, oferecendo não apenas atividades para as crianças, mas também oportunidades de orientação e apoio às famílias.
“Foi primeiramente pensando nos nossos, mas sabendo que a causa é imensa”, completou Orlando.
Programação reuniu especialistas em quatro mesas de discussão
O simpósio contou com quatro mesas de conversa, nas quais especialistas e familiares discutiram assuntos relacionados ao autismo e à parentalidade atípica.
Entre os principais temas abordados estiveram o amor e a exaustão de quem cuida, a importância do acolhimento, a autonomia das pessoas autistas, a construção de redes de apoio e o diálogo entre famílias, escolas e profissionais da saúde.
A programação também incluiu atividades de musicoterapia e pilates, ampliando as possibilidades de participação e bem-estar dos presentes.
Participaram das discussões profissionais de diferentes especialidades, entre eles a neuropediatra Lethicia Nogueira, a pediatra Maria Julia Medalha, a terapeuta ocupacional Lilian Ramos, a fonoaudióloga Tamara Simões, as psicólogas Fabiana Barreira e Juliana Pozza, a neuropsicopedagoga Polyanna Santiago e as psicopedagogas Giovanna Gentil e Narda Jorosky, esta última também coordenadora do curso de Pedagogia da UNIFIO.
Também contribuíram com a programação a coordenadora pedagógica Carmen Lucia Machado, conhecida como Carminha, a fisioterapeuta Amanda Ferreira, a enfermeira Ana Paula Martins, o musicoterapeuta Sandro Santos e o professor de jiu-jitsu Ismaile Santos.
As influenciadoras Aliny Leite, Yza Grillo e Carolina Galan também apoiaram a iniciativa, contribuindo para ampliar a divulgação e a visibilidade da causa nas redes sociais.
Relatos de famílias destacam importância do acolhimento
Além do conteúdo apresentado pelos profissionais, um dos aspectos destacados pela organização foi a resposta das famílias que participaram do evento.
Em um dos depoimentos recebidos pelo Instituto, uma mãe descreveu a experiência como um momento de alívio e acolhimento.
“Foi um evento incrível, emocionante, acolhedor, com profissionais extremamente humanos que olham realmente pra nós, que precisamos de conhecimento, conselhos e atenção”, relatou.
A participante também manifestou o desejo de que novas edições sejam realizadas.
“Espero de coração que não pare no primeiro, que tenham muito mais simpósios, palestras, enfim, ajuda para todos que precisam”, acrescentou.
Instituto pretende transformar debates em ações permanentes
Com o encerramento do primeiro simpósio, o Instituto Pró-Ativo pretende dar continuidade às iniciativas voltadas às famílias atípicas.
Entre os próximos objetivos estão a criação de novos espaços de escuta, a realização de encontros informativos e o fortalecimento de parcerias com profissionais e instituições que possam contribuir com o desenvolvimento das crianças e o apoio aos familiares.
A organização do evento contou com a participação dos diretores César Evaristo, Fernando, Ismaile Santos e Orlando Weber Neto, além de Aline Oliveira, responsável pela área de mídias; Douglas Rodrigues, da área de tecnologia; Amanda Ferreira, que também participou da coordenação; e Juliana Damazio e Raquel Alves, envolvidas na captação e organização dos colaboradores, entre outros integrantes do Instituto.
UNIFIO e empresas da região apoiaram a realização
O Instituto Pró-Ativo destacou a importância do apoio do UNIFIO, que disponibilizou o anfiteatro para a realização do simpósio.
A iniciativa também contou com a colaboração de empresas e instituições parceiras, entre elas Kinse, Coletto 3R, Grupo Unimed Ourinhos, ICDS Gestão em Saúde, Unihealth, Engelogan Engenharia e Equipamentos, Pequenos Exploradores, Casa 10 Materiais para Construção, Ouriponto e Coffee Capricórnio, além de outros apoiadores.
Para o Instituto, o encontro representou o início de uma nova etapa de trabalho, com a proposta de ampliar a rede de acolhimento e promover ações que atendam às necessidades das famílias para além do diagnóstico.
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O 1º Simpósio Além do Diagnóstico encerrou sua programação com a perspectiva de continuidade, reforçando a importância de unir informação, acolhimento e participação da comunidade na construção de uma rede de apoio às famílias atípicas em Ourinhos e região.
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