O baiano de 48 anos, Givaldo Alves, morador de rua que foi espancado pelo personal trainer Eduardo Alves – que espancou o sem-teto flagrado mantendo relações sexuais com sua esposa, em Planaltina (DF), concedeu nesta quarta-feira, 23, a primeira entrevista à imprensa e contou a sua versão do caso. A entrevista foi dada ao site Metrópoles de Brasília. (confira o vídeo na íntegra mais abaixo, no final)
Assim como em depoimento à polícia, reafirmou que a relação com a mulher foi consensual e que, inclusive, foi convidado por ela a entrar no veículo, mesmo após dizer que não “tinha tomado banho”. “Eu andava pela rua e ouvi um grito: ‘Moço, moço’. Olhei para trás e só tinha eu. E ela confirmou comigo dizendo: ‘Quer namorar comigo?’”. Já o marido, educador físico, alegou que a companheira teria sido vítima de um estupro, já que estava em surto psicótico.
Durante 47 minutos, Givaldo Alves mostra ser articulado, diz gostar de literatura e conta já ter exercido inúmeras atividades laborais, como operário na área de construção civil e como motorista responsável pelo transporte de produtos perigosos.
Entenda
O vídeo que mostra as agressões contra Alves viralizou nas redes sociais. Nas imagens, Eduardo Alves é visto se aproximando do carro e, em seguida, agredindo o morador de rua. Segundo o delegado Diogo Cavalcante, responsável pela investigação do caso, há versões conflitantes da história, que ele diz considerar "sensível". Um dos desafios da polícia é entender se houve abuso por parte do morador de rua ou se a relação sexual foi consensual.
O personal afirmou que a mulher teve um surto e estava delirando. Segundo ele, nesse momento, foi internada e recebe acompanhamento médico, além de não ter acesso a redes sociais e televisão. Ela, portanto, não estaria ciente da repercussão do caso.
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