Prefeito Lucas anuncia que vai cumprir a Lei Nacional do Piso dos professores e acrescentar mais 10% de reajuste, mas ignora o restante dos servidores públicos de Ourinhos, é vaiado e precisa chamar a PM

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O prefeito de Ourinhos, Lucas Pocay (PSD), deve enfrentar nos próximos dias uma grande pressão dos servidores públicos municipais, que estão desde 2019 sem sequer ter a reposição inflacionária, que chegou a ser conquistada em 2020 (3,92%), mas retirada dois meses depois, e até agora não foi recolocada.

Tentando causar divisões entre os servidores da Prefeitura de Ourinhos, Pocay, às escuras, marcou uma reunião somente com os professores, no teatro Municipal Miguel Cury, na noite desta sexta-feira, 25, para anunciar que vai cumprir a Lei Nacional do Piso dos Professores, que este ano teve o reajuste de 33,24%, anunciado em janeiro pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Além de cumprir a sua obrigação e pagar o Piso Mínimo Nacional (R$ 3.845,63), Lucas disse que vai acrescentar mais 10%, atingindo o total de (R$4.230,00 mensais), o que equivale 36%, ou seja, ao equiparar ao piso nacional, Lucas não subiu os salários em 33,24% e sim 26% e depois concedeu um reajuste de 10%, que fica abaixo da inflação dos últimos dois anos, que seria de cerca de 17%, índice que é o pretendido pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, inclusive anunciado na noite de hoje (25), no mesmo horário que Lucas estava no teatro com os professores.

Porém, o restante da categoria, nem sequer teve uma proposta enviada por Lucas e foi totalmente ignorado, o que fez com que, grande parte, saísse do salão da Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, onde acontecia a assembleia e foi até ao teatro e lá, o prefeito foi vaiado, hostilizado e teve que sair escoltado pela Polícia Militar.

Lembrando que o presidente do SINSERPO, Edinilson Ribeiro (Biguá), afirmou que o prefeito não quis receber o sindicato, porque o site Passando a Régua teria publicado uma notícia que Lucas não gostou (clique e relembre). Fato lamentável!

Fatos jamais vistos antes na história de Ourinhos nesta sexta-feira, 25

- Um prefeito ignorar a grande maioria e tentar ludibriar os professores, dizendo a eles que vai dar um amento de 36%, sendo que na verdade 26% já fazia parte da obrigação e o restante não atinge nem sequer as perdas inflacionárias de 2020 e 2021.

- Um prefeito ser vaiado e hostilizado, precisando chamar a Polícia Militar para deixar um prédio público

- Um prefeito desmarcar uma reunião com um sindicato que representa uma das maiores categorias da cidade, por não ter gostado de uma matéria jornalística

Como fica agora?

Agora o prefeito Lucas deve enviar à Câmara Municipal de Ourinhos o projeto de Lei concedendo o reajuste anunciado aos professores e existe a possibilidade dele enviar também um reajuste qualquer para o restante, sem passar por análise da categoria. Os projetos seriam aprovados na Câmara, já que Lucas detém como subordinada a grande maioria dos vereadores, que vota sem sequer ler os projetos enviados pelo chefe do executivo.

O sindicato espera manifestação

Já o sindicato dos servidores espera uma grande mobilização na Câmara, nesta segunda-feira, 28. Somente a pressão dos servidores em cima dos vereadores da base, poderá mudar o jogo ardiloso proposto por Lucas Pocay, que deixou claro, que não está preocupado em agradar os servidores.