O prefeito de Guarujá, no litoral de São Paulo, Válter Suman (PSDB), foi afastado do cargo após ser alvo da 2ª fase da Operação Nácar, realizada pela Polícia Federal, em ação integrada com a Controladoria-Geral da União (CGU) e com o Tribunal de Contas da União (TCU). As informações são do site g1.
Em 2021, Válter chegou a ser preso e apontado em um suposto esquema de desvios de dinheiro da rede pública de saúde, que envolve a Organização Social Pró-Vida, que atuou na UPA de Ourinhos até o começo do ano passado.
A 2ª fase da Operação Nácar tem como objetivo aprofundar as investigações que apuram possíveis fraudes em contratações nas áreas da Saúde e da Educação, realizadas pela Prefeitura de Guarujá. Ao todo, 55 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Suman é um dos alvos da ação.
Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que seguirá todas as ordens judiciais protocoladas nesta terça-feira. Ante o afastamento liminar, a vice-prefeita, Adriana Machado, assume provisoriamente a função de prefeita em exercício.
Os 55 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Guarujá, Santos, São Vicente, São Bernardo do Campo (SP), Carapicuíba (SP), São Paulo (SP), Campos do Jordão (SP) e Brazópolis (MG), com a participação de 225 policiais federais e três auditores da CGU. Do total de mandados, 33 foram cumpridos em Guarujá.
Ainda de acordo com a PF, dentre as medidas determinadas pela Justiça Federal, estão o bloqueio de mais de R$ 110 milhões de bens e valores de envolvidos, além do afastamento de ocupantes de cargos comissionados e eletivos de suas funções, sendo que os mesmos podem responder pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas, se somadas, podem variar de 12 a 46 anos de prisão.
Em entrevista coletiva, os delegados da Polícia Federal à frente da ação não divulgaram os nomes dos alvos da operação. Foram feitos, pelo menos, seis pedidos de afastamento. "Foram apreendidos dinheiro em espécie, veículos de luxo e documentação que será analisada no proceder da investigação", disse o delegado da PF Rafael Astini.
Segundo Marcio Xavier, delegado da Polícia Federal da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, a primeira fase da operação resultou na apreensão de cerca de R$ 2 milhões, e o valor desta segunda fase ainda está sendo contabilizado. Ainda de acordo com o delegado, prisões e novas buscas são descartadas nas próximas semanas.





