Caso de varíola dos macacos é investigado na região

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Surgiu na tarde desta terça-feira, 12, informações de que uma jovem de 34 anos foi diagnosticada com a varíola dos macacos em Piraju (SP) (59 km de Ourinhos). Até o fechamento desta matéria a Prefeitura da Estância Turística de Piraju não havia confirmado o caso. O Passando a Régua chegou a falar no Departamento de Saúde de Piraju e recebeu a informação de que o caso ainda não foi notificado.

Outra informação que chegou a ser divulgada é que a mulher trabalha em Ourinhos e teria contraído o vírus aqui na cidade.

A paciente divulgou um atestado médico de um posto de saúde de Piraju, que consta CID 10 B04 (Varíola dos Macacos). 

Foto: Redes Sociais

De acordo com informações divulgadas pelo Jornal Atual, o caso de Varíola dos Macacos de Piraju já foi confirmado pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica de Botucatu que atende aquele município.

Segundo o que foi divulgado pelo órgão, o caso não atende alguns critérios principais da doença como contato íntimo com desconhecido, contato com suspeito ou confirmados ou viagem para países endêmicos, mas as lesões na pele da paciente estão sendo avaliadas constantemente. “Estamos tomando todos os cuidados necessários e acompanhando de perto qualquer alteração com diversas avaliações", informou.

O GVE explicou ainda que está fazendo o máximo possível para que a avaliação ocorra em Piraju, evitando assim o deslocamento da paciente para não ocorrer transmissões independente de qual doença seja diagnosticada. “A pessoa também está orientada para ficar restrita em casa”, finalizou.

A transmissão pode ocorrer pelas seguintes formas:

  • Por contato com o vírus: com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas.
  • De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.
  • Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;
  • Da mãe para o feto através da placenta;
  • Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;
  • Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.

Sintomas

Os principais sintomas da varíola dos macacos são:

  • febre
  • dor de cabeça
  • dores musculares
  • dor nas costas
  • gânglios (linfonodos) inchados
  • calafrios
  • exaustão

Geralmente, de um a três dias após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, que costuma começar no rosto e se espalha para diversas partes do corpo. As lesões passam por cinco estágios antes de cair, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Além disso, o epidemiologista Fabiano dos Anjos ressalta que o período de incubação da "monkeypox" varia de seis a 13 dias. "Esse é o tempo que leva para aparecerem os primeiros sintomas". Ele afirma que os sintomas do vírus podem durar de duas a quatro semanas.