Tragédia em Santa Cruz: Corpo de mulher sequestrada pelo ex é encontrado em cemitério

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A cidade de Santa Cruz do Rio Pardo amanhece nesta quinta-feira, 1º, com uma grande tragédia, com saldo de duas mortes. O corpo de Jéssica Rodrigues da Silva, de 31 anos, que foi sequestrada pelo ex-companheiro, Rodrigo Gonçalves da Silva, de 36 anos, que foi morto pela polícia, foi encontrado, na madrugada de hoje (1º), no cemitério de Sodrélia, distrito de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) (cidade vizinha de Ourinhos). A mulher foi morta com ao menos seis disparos, sendo dois na cabeça, e os demais, respectivamente, em seio direito, braço direito, pescoço e costas. Mais abaixo é possível ver o vídeo de Rodrigo chegando na empresa de reciclagem para cometer o sequestro.

De acordo com a polícia, ainda por volta das 16h25, Rodrigo, que era um homem extremamente violento, com diversos crimes praticados, sequestrou Jéssica, retirando-a da empresa onde ela trabalhava, um depósito de captação de material reciclável existente na Rua José do Amaral Melo Sobrinho (que faz fundos com a Rua Tocantins, Bairro Cidade Jardim), em Santa Cruz do Rio Pardo. Armado, com um revólver calibre 38, ele rendeu duas pessoas, entrou na parte de trás do depósito e colocou Jéssica no carro, um VW/Gol, prata, com detalhes na cor preta (teto e rodas), com emplacamento CTX-6I47 de Santa Cruz do Rio Pardo e tomou rumo à Rodovia vicinal Anisio Zacura, sentido Bernardino de Campos (SP) (50 km de Ourinhos).

De acordo com o delegado, Jéssica teria saltado no carro em movimento na rodovia, porém foi colocada a força de volta no carro. Rodrigo então entrou no cemitério e executou a mulher com seis tiros fatais. Jéssica só foi encontrada por volta das 2h30, atrás do altar de uma capela do cemitério.

Foto: Igor Rosa/ TV TEM

Após matar Jéssica, Rodrigo seguiu em fuga para Bernardino de Campos, onde, por volta das 17h, foi abordado por policiais militares, na Avenida Guilherme de Arruda Castanho. Os policiais solicitaram que Rodrigo mostrasse as mãos.

Em vez de acatar a ordem policial, Rodrigo apontou a arma de fogo, que se encontrava em seu poder, um revólver calibre 38, de dentro do veículo, na direção de um dos policiais. Nesse instante, os policiais efetuaram disparo contra Rodrigo, tendo, um cabo efetuado um disparo, cujo transfixou o lado direito do para-brisa, enquanto outro policial efetuou dois disparos, um transfixando a porta do motorista e o outro certamente passando pela janela da porta, que estava aberta.

Rodrigo foi atingido pelos disparos na parte anterior da coxa esquerda (com alojamento do projétil), braço esquerdo (resvalo) e no lado esquerdo do tórax (com alojamento do projétil).

Após os disparos, Rodrigo curvou-se para o banco do passageiro, restando vestígios de sangue que verteram de seus ferimentos, permanecendo, também no banco, a arma de Rodrigo, engatilhada.

Rodrigo foi retirado pela porta do lado direito (passageiro), socorrido ao Pronto Socorro de Bernardino de Campos-SP, onde veio posteriormente a óbito.

A arma trata-se de um revólver, marca Taurus, quatro polegadas, calibre 38, numeração KK532623, capacidade para seis disparos, havendo no seu tambor, no entanto, apenas dois cartuchos intactos, sendo formalmente apreendida, assim como os cartuchos.

Jéssica já tinha denunciado Rodrigo há um mês e tinha medida protetiva

Consigna-se que Jéssica Rodrigues da Silva registrou, no último dia 31/10/2022 (Fato: 30/10/2022), conforme noticia o BO SPJ IO8500-1/2022, prática de violência doméstica, consistente em lesão corporal praticada por Rodrigo, o qual agrediu com socos na cabeça, ombros, costas, região do estômago, restando ferida. Jéssica foi agraciada com medida protetiva deferida pela Vara Criminal da Comarca de Santa Cruz do Rio Pardo (Proc. 1501320-77.2022.8.26.0539), com prazo de 90 (noventa) dias, consistindo em “a) proibição de aproximação da vítima, seus familiares e testemunhas, em distância mínima de 200 (duzentos) metros; b) proibição de contato com a vítima, seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação; c) afastamento do agressor acima qualificado do lar de convivência com a vítima, que deverá ser procedido por oficial de justiça; d) proibição de frequentar o local de trabalho da vítima.”

Jéssica deixa três filhos, sendo que um era com assassino Rodrigo.

Sobre o vídeo abaixo:

De acordo com testemunhas, por volta das 16h25 Rodrigo chegou pela parte da frente barracão de captação de material reciclável, situado na Rua José Amaral Melo Sobrinho, entrou com o veículo VW Gol, prata, tendo Reginaldo lhe perguntado de sua presença ali, tendo Rodrigo respondido, em tom alterado, que queria conversar com o dono do barracão. Reginaldo repetiu a pergunta e Rodrigo sacou de uma arma de fogo, apontou na cabeça de Reginaldo, dizendo que “estaria tirando com ele”. Ato contínuo, uma pessoa de prenome “Deivid”, que estava pelo barracão, gritou para Rodrigo “Ô Prancha (apelido de Rodrigo), a sua mulher não trabalha aqui, trabalha lá atrás”. Rodrigo saiu com o carro e foi até a parte de trás do barracão, voltado para a Rua Tocantins, Bairro Cidade Jardim, parou o carro na rua, gritou o nome de Jéssica, que estava junto com sua prima Fernanda. Rodrigo disse a Jéssica: “fala para sua prima o que vai acontecer com você, não aguento mais você me encher a paciência me ligando o dia todo”.

A seguir, pegou Jéssica pelos braços e a arrastou para fora, jogando-a no chão, ao lado da porta do passageiro de seu carro e, naquele local, apontou a arma na cabeça de Jéssica, forçando-a a entrar no carro, até conseguir, saindo logo em seguida em alta velocidade.