A mãe da estudante de medicina de 22 anos morta após seu carro ser atingido de frente por uma camionete, na Rodovia Rachid Rayes (SP-333) em Echaporã (SP), no último domingo, 29, ainda tenta entender como o acidente aconteceu e espera que o motorista que provocou a batida seja responsabilizado pela Justiça. As informações foram divulgadas pelo site g1.
Ainda abalada com a morte da filha Catarina Mercadante, a empresária Mana Mercadante, de 48 anos, disse em entrevista ao site g1 que a filha conhecia bem a rodovia. A jovem seguia de Assis (SP), onde morava, para Marília (SP), cidade onde estudava.
“Era uma menina muito feliz, era muito querida, muito amada. E esse moço levou ela embora, uma imprudência. Ela ia toda vez para Marília, ela sabia o caminho", conta.
"Eu quero justiça, eu quero que esse homem vá preso. Ele não poderia ter tirado a vida da minha filha, da minha filhinha que só me deu alegria."
Catarina estava indo para o quarto ano do curso de medicina, segundo a mãe. “Era estudiosa, lutava por tudo, por justiça, não gostava de ver ninguém fazendo injustiça, preconceito, sempre foi a favor da verdade, da justiça”, completa.
Ultrapassagem
O motorista da caminhonete que teria feito uma ultrapassagem em trecho proibido na Rodovia Rashid Rayes (SP-333) foi identificado como Luís Paulo Machado de Almeida, de 20 anos. Ele prestou depoimento na Polícia Civil nesta terça-feira (31) e foi liberado.
Na ocasião, ele disse à polícia que cochilou ao volante, por isso invadiu a pista contrária e acabou acertando o carro de Catarina.
O motorista da caminhonete ainda contou à polícia que estava cansado no momento do acidente, pois seguiu direto, sem paradas, de Guará (SP) com destino a Londrina (PR). Ele testou negativo para a ingestão de bebida alcóolica.
O funcionário que viajava com Luís Paulo confirmou que viu seu patrão invadir a pista contrária e atingir o veículo dirigido por Catarina. Ambos foram levados ao Hospital das Clínicas de Marília para atendimento médico.
A versão dada por ele para elaboração do boletim de ocorrência contradiz o depoimento do contador Paulo Cezar da Silva, que viu o acidente e foi ouvido pela polícia na investigação sobre o acidente.
A testemunha disse que o condutor da caminhonete seguia em alta velocidade e fazia ultrapassagens em trechos proibidos. Inclusive, o carro de sua família foi ultrapassado irregularmente, conforme relatou à polícia. Um vídeo mostra a caminhonete em uma ultrapassagem ilegal momentos antes da colisão (veja o vídeo abaixo).
Segundo a Polícia Rodoviária, o trecho em que aconteceu a colisão está em obras e possui pista simples em ambos os sentidos de tráfego, com faixa contínua, ou seja, situação em que não são permitidas ultrapassagens.
O caso foi registrado inicialmente como homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, e está sendo investigado pela Polícia Civil.





