Padre acusado de matar homem que furtou paróquia em Santa Cruz do Rio Pardo vai a júri popular

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O padre Gustavo Trindade dos Santos, acusado de atropelar e matar Ângelo Marcos dos Santos Nogueira, que furtou a casa paroquial de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) (cidade vizinha de Ourinhos), em maio de 2022, será submetido ao Tribunal do Júri. A decisão foi assinada pelo juiz Pedro de Castro e Souza, da Vara Criminal da Justiça Estadual em Santa Cruz do Rio Pardo, na segunda-feira, 27.

De acordo com o magistrado, existem elementos suficientes para a pronúncia do réu e permitir que o Tribunal do Júri conheça com profundidade as teses defensivas e julgue o crime que é de sua competência. A data do julgamento ainda será definida pelo Poder Judiciário.

O padre responde em liberdade por homicídio qualificado, após o promotor responsável pedir o aditamento da queixa contra o religioso por conta da morte de Ângelo, no dia 27 de julho de 2022, por complicações decorrentes do atropelamento, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML). O juiz Pedro de Castro e Souza aceitou a mudança envolvendo a natureza do crime, inicialmente entendido como tentativa de homicídio.

Entre outras coisas, os jurados vão decidir se existem qualificadoras envolvendo o suposto homicídio, como a "utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima". O magistrado entendeu que há "elementos suficientes para a pronúncia do réu, devendo-se permitir que o Tribunal do Júri conheça com profundidade as teses defensivas e julgue o crime que é de sua competência".

Segundo a acusação, o padre teria atropelado Ângelo de propósito após ter reconhecido o suspeito em uma moto na rua. Gustavo Trindade dos Santos nega as acusações e alega que não teve a intenção de matar o suspeito de furto. A qualificadora pela "utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima" será apreciada pelos jurados durante o julgamento.