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Postado em 22/05/2020 às 14:22

Maioria dos deputados estaduais vota contra o lockdown no estado de São Paulo

Votação virtual teve 72 votos contrários, 4 a favor e 1 abstenção. Alguns partidos tentaram impedir o andamento da proposta do Executivo.

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Os deputados estaduais votaram nesta sexta-feira (22) contra as emendas que poderiam ser incorporadas ao projeto de lei 351, que antecipou o feriado de 9 de julho para segunda-feira (25), aprovado já na Assembleia Legislativa de São Paulo. Uma delas era a implantação de lockdown no estado.

Todas as emendas foram votadas de uma única vez, como se fossem um bloco. Muitos deputados ou partidos, como PL e Podemos, estavam em obstrução à proposta, recurso utilizado para impedir o prosseguimento da votação. Foram 72 votos contrários, 4 a favor e 1 abstenção. Para aprovação, eram necessários, ao menos, 48 votos, ou seja, maioria simples. Participaram da votação virtual 77 parlamentares.

Agora, o projeto segue com seu texto original para sanção pelo governador João Doria (PSDB), autor da proposta.

Antes do início da votação, deputados destacaram problemas em relação ao valor do auxílio emergencial pago pelo governo federal, considerando R$ 600 insuficientes para arcar com o custo de vida de moradores de São Paulo. Muitos deputados, ao longo da votação, afirmaram ser contrários ao lockdown e favoráveis à reabertura dos comércios.

Um dos deputados que votou "sim" às emendas foi Paulo Fiorilo (PT), que afirmou ser "contra a hipocrisia."

 

Votação anterior

O texto-base havia sido aprovado pelo plenário da Casa na madrugada desta sexta-feira (22) por 57 votos a 5, em sessão iniciada ainda ontem (21). Antes, o líder do governo, deputado Carlão Pignatari (PSDB), havia conseguido aprovar um rito de tramitação que inviabilizou substitutivos da oposição e fez as emendas serem debatidas em um único bloco.

Com isso, impediu que propostas como a instituição de barreiras sanitárias nas rodovias de acesso aos litoral sul e norte do Estado, a restrição do tráfego de veículos no perímetro de 150 km em torno do Centro da capital e até mesmo a proibição, nos primeiros 15 dias de junho, da circulação de pessoas e automóveis no Estado - o chamado lockdown - fossem avaliadas individualmente pelos deputados.

Veja também: Após antecipação do 9 de julho para segunda, 25, Câmara de Ourinhos muda sessão

Feriado e isolamento

A criação de um "megaferiado" é uma estratégia conjunta da prefeitura da capital e do governo estadual para estimular o aumento da taxa de isolamento social da população e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde.

Com o feriado na segunda-feira confirmado, a cidade de São Paulo completará uma folga de seis dias, já que a gestão municipal antecipou as comemorações de Corpus Christi (originalmente em 11 de junho) e da Consciência Negra (20 de novembro) para quarta-feira (20) e quinta-feira (21), respectivamente. Esta sexta-feira (22) é um ponto facultativo na cidade.

A exemplo da sessão iniciada ontem e encerrada na madrugada, algumas falas desta manhã ecoaram o temor de prefeitos de municípios do litoral e do interior de que uma possível chegada em massa de veranistas e turistas da Grande São Paulo aumente as taxas de infecção e sature as estruturas de saúde desses locais.

Informações R7

 

 

 

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