Munícipes escancaram problemas na saúde de Ourinhos no combate à Covid-19

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Ourinhos registrou nesta segunda-feira, o 6º óbito por Covid-19, com morte de um homem de 54 anos, residente no Jardim Paris. Ao todo são 532 casos confirmados, sendo que 245 ainda estão em monitoramento.

Apesar do grande número de notificações, são poucos os casos considerados graves, com apenas dois pacientes intubados nas 10 UTI’s exclusivas para Covid-19 na Santa Casa de Ourinhos, porém alguns munícipes usaram as redes sociais para apontar problemas no sistema público de saúde da cidade no combate à pandemia, como inadequação estrutural e falta de exames para atender com mais efetividade a população.

Pacientes com suspeita de Covid-19 são jogados para sala de depósito

Chegou até ao vereador Flávio Luis Ambrozim “Flavinho do Açougue” (PL) imagens do local onde os munícipes, que estão com suspeitam de Covid-19, são atendidos na USF (Unidade Saúde da Família), do Jardim Flórida. A sala é um depósito, sem mobilha, totalmente inadequado para atender a população. Confira as imagens baixo:

USF do Jardim Flórida em Ourinhos (Imagem: Reprodução)  

USF do Jardim Flórida em Ourinhos (Imagem: Reprodução)  

USF do Jardim Flórida em Ourinhos (Imagem: Reprodução)  

Munícipe reclama de falta de exames para detectar a Covid-19 

A Prefeitura de Ourinhos publicou recentemente, a compra emergencial de mais 3 mil testes rápidos para Covid-19 (clique aqui e relembre), porém, parece que o número é insuficiente para atender a grande demanda e muita gente com suspeita da doença, é dispensada dos postos, sem realizar devidamente o exame. Foi o caso de uma munícipe que publicou a sua história em sua rede social e teve vários acessos nesta segunda-feira, 6.

De acordo com munícipe, com sintomas da doença, como: infecção de garganta, coriza, perda de paladar, perda de olfato e muita dor de cabeça, ela procurou à UPA (Unidade de Atendimento de Ourinhos), recebeu um atestado médico, mas não fizeram o exame para detectar a Covid-19. Somente depois de 15 dias em casa, quando já iria retornar ao trabalho, realizou o exame, que foi comprado pelos seus patrões e a doença foi detectada. Ou seja, se não fossem seus patrões, ela não saberia até hoje se estava ou não com o vírus, que acabou sendo transmitido para o seu filho.

A mulher ainda insistiu mais uma vez para realizar o teste em uma unidade de saúde, mas mais uma vez foi negado e os seus patrões tiveram que comprar o teste novamente.

Confira abaixo o relato desta paciente com todos detalhes:

 

"TESTEI POSITIVO - COVID 19

Tudo começou no dia 06/06 de 2020 tive alguns sintomas como infecção de garganta coriza perda de paladar perda de olfato muita dor de cabeça na hora pensei até que poderia ser uma simples gripe ou uma infecção de garganta a minha primeira reação for ir ao UPA.

Chegando lá falei todos os sintomas que eu estava sentindo simplesmente eles me receitaram remédio para infecção de garganta pois como eu não estava com falta de ar e nem febre descartar a possibilidade de ser Covid-19, me deu um atestado de 14 dias e fui para casa me isolar.

Tudo bem, no dia 9/6 de 2020 fui ao posto para fazer entrevista com uma enfermeira para poder fazer o teste rápido do Covid-19 e Sem chance também não fizeram.

Foram pelo menos quatro dias que passei muito mal dentro de casa, mas eu estava com apenas infecção de garganta!!!

No dia 22 Quando retornei ao trabalho, mas sem saber se realmente eu estava ou não com o vírus Deus foi tão maravilhoso tocou no coração dos meus patrões Eles pagaram um exame particular para saber se realmente era o vírus ou apenas uma infecção.

Depois de três dias saiu o resultado e infelizmente eu tinha contraído o vírus e ainda estava com vírus no corpo!

Sendo assim rapidamente o porto fez exames no meu filho e também testou positivo e no meu esposo que testou negativo.

Eu e meu filho ficamos internados no hotel por 4 dias fui muito bem atendida enfermeiros maravilhosos super atentos super dedicados. Deixo aqui meu agradecimento a todos que estão trabalhando no hotel!!

Passando-se então mais 14 dias de atestados e quarentena hoje retornei ao posto para poder fazer o teste, mas infelizmente a Prefeitura não cobre o teste, eu preciso voltar a trabalhar, mas preciso saber se ainda estou com o vírus ou não porque foi o primeiro caso na minha empresa.

Mais uma vez informei a minha empresa que eles não fazem o teste e a empresa pagou de novo um exame particular!

Agora fica minha dúvida a minha indignação

Tá explicado por que está tendo tantos casos na cidade! No primeiro instante foi comparada com uma infecção de garganta, tive contato com várias outras pessoas graças a Deus nenhuma delas testou positivo, mas infelizmente os mais próximos testaram como como pai e mãe de irmãos, não sabemos como pegamos nem quem passou para quem.

Agora eu te pergunto, e se a empresa onde eu trabalho não tivesse pagado um teste para mim? Com certeza eu teria transmitido para várias pessoas da empresa, causando prejuízo para empresa talvez prejudicando outras pessoas porque cada um tem uma reação e o estrago seria maior.

Não sei de quem é a culpa, nem estou aqui pra julgar ninguém. Só fico muito chateada e revoltada em saber que não sou a única e nem serei a última pessoa a depender do SUS.

Essa foto aí em. Baixo foi no dia 24/06 quando saiu o resultado feito no Particular. E testei positivo o Igm e Igg. Estou aguardando o meu resultado sair daqui 3 dias. Que a empresa pagou novamente!"

Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

 

O Passando a Régua deixa reservado o espaço para que a Prefeitura de Ourinhos possa esclarecer todos os problemas apontados nesta matéria, que pode sofre alterações.