O prefeito de Ourinhos, Lucas Pocay (PSD), que está se tratando da Covid-19 (clique e saiba mais), se manifestou através de suas redes sociais, na noite desta quinta-feira, 3, sobre o colapso no sistema público de saúde do município, principalmente após a Santa Casa de Misericórdia emitir, na noite da última quarta-feira, 2, um comunicado informando o esgotamento de leito no hospital (clique e relembre).
De acordo com o que foi postado, o fato seria reflexo de “falta de consciência da população” e segundo ele, a fiscalização continua na cidade.
Confira o que postou o prefeito abaixo:
Autoridades de Saúde e do Ministério Público de Ourinhos acreditam que a recente falta de vagas na UTI da Santa Casa pode ser um reflexo da flexibilização no funcionamento de alguns setores da economia aliado à falta de conscientização da população. É a primeira vez desde o início da pandemia que os leitos de UTI em Ourinhos ficam lotados. Aglomerações em bares, festas e ausência da máscara ou álcool gel contribuem para a disseminação do vírus da Covid19.
Ourinhos tinha até quinta-feira (03) 1.465 casos da doença, sete deles na UTI, que dispõe de 12 leitos. Os outros cinco casos eram de pacientes vindos de outras cidades.
A Saúde de Ourinhos em trabalho em conjunto entre a Santa Casa, UPA e Hospital Covid está tomando medidas para reverter a situação dos leitos. O fato foi confirmado pelo Promotor Público de Ourinhos Adelino Lorenzeti Neto. Ele integra o Comitê de Ações Contra o Covid formado por representantes de diversos setores de Ourinhos.
Na quinta-feira (03) em entrevista ao vivo à rádio 104FM de Santa Cruz do Rio Pardo, Adelino informou que as autoridades de saúde já buscam providências para sanar a questão, como uma reavaliação de pacientes e busca de alternativas de transferências.
“São providências que estão sendo tomadas. Não é só Ourinhos que está com UTI lotada, mas há reavaliações de casos e podem surgir novas vagas na UTI. O Ministério Público está acompanhando diariamente, fazendo inúmeras reuniões com toda a rede de Saúde de Ourinhos, que está comprometida e unida, mas que precisa também da contribuição da população”, ressalta Adelino.
Segundo o promotor a falta de leitos nas UTIs é um reflexo da flexibilização que ocorreu em nível nacional.
“Flexibilização de todas as cidades da regional de Marília se reflete muitas vezes nos hospitais referência, como o de Ourinhos. Temos em Ourinhos o Hospital Covid e o protocolo de Ourinhos é diferenciado. Casos com sintomas leves recebem alta em três dias. Pessoas com comorbidades acabam tendo uma evolução muito rápido e necessita de UTI.
Temos que ter consciência que amanhã pode acontecer conosco e não teremos leitos. Podemos ter um retrocesso se a população não colaborar”, analisa.
“Precisamos combater a doença enquanto não tivermos efetividade de cura. Vamos ainda por um bom período de tempo ter uma conduta diferenciada. Precisamos refletir sobre nossos comportamentos para que não vire uma situação incontrolável”, ressalta.
Adelino disse ainda na entrevista à rádio que o município de Ourinhos tem se mostrado preocupado e atuante com a situação da pandemia, mas que, dependendo do aumento do número de casos e ações inconsequentes da população pode ocorrer um retrocesso na flexibilização.
“O Prefeito nunca deixou de atender uma recomendação do Ministério Público. O comitê foi criado de forma harmônica reunindo diversos setores da sociedade para evitar colapso econômico. É natural dele, que é gestor público, rever algumas situações. Espero que isso não ocorra porque os comerciantes dizem que será uma tragédia caso ocorra um retrocesso na flexibilização. Por isso há uma colaboração dos comerciantes. Acho que regredir será o último recurso.”


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