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Postado em 15/10/2020 às 16:56

Vaticano realiza 1º julgamento por abuso sexual da história

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O Vaticano está realizando o primeiro julgamento por um suposto caso de abuso sexual na cidade-Estado. Dois padres católicos são acusados, um de estuprar e o outro de encobrir o suposto crime.

De acordo com matéria publicada pela BBC News, Gabriele Martinelli, 28, é acusado de estuprar um coroinha entre 2007 e 2012. Enrico Radice, de 72 anos, é acusado de encobrir o suposto crime enquanto era reitor da escola de teologia onde se afirma ter ocorrido o abuso sexual. Nenhum dos dois se posicionou sobre as acusações.

Embora muitos padres tenham enfrentado acusações de abuso em todo o mundo, o Vaticano até agora nunca realizou um julgamento sobre suspeitas de abuso sexual dentro de seus próprios muros.

O julgamento, que começou com uma breve audiência na quarta-feira, 14, tem alto valor simbólico, pois o Vaticano é o lar das lideranças espirituais da Igreja Católica Romana, como o papa Francisco.

Quais são as acusações?

Na quarta-feira, durante uma audiência de oito minutos em um pequeno tribunal, as acusações contra os dois homens foram lidas em voz alta.

Martinelli é acusado de abusar sexualmente um menino no Seminário Pio 10, no Vaticano, que abriga coroinhas que celebram missas na Basílica de São Pedro.

Segundo a promotoria, ele submeteu forçosamente um menino, que não pode ser identificado por motivos legais, a "atos carnais" durante vários anos. O abuso teria começado quando a criança tinha 13 anos.

O próprio acusado também frequentou o seminário e depois se tornou padre. Segundo os promotores, Radice não impediu sua ordenação, mesmo sabendo das acusações contra ele.

Por isso, Radice responde oficialmente pela acusação de encobrir o crime e tentar atrapalhar as investigações oficiais.

Nenhum dos dois falou durante a audiência, e o julgamento deve ser retomado em duas semanas.

As acusações de abuso e do acobertamento são conhecidas dentro da igreja desde 2012, mas só vieram a público graças a jornalistas que falaram com um colega da vítima em 2017.

 

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