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Postado em 14/11/2020 às 08:56

Jair Vivan Junior e uma crônica sobre as eleições; Dá-lhe Vassourinha

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Dá-lhe Vassourinha

Na época de eleições a cidade ficava animada, dos mais remotos comícios, me lembro dos grandes palanques armados na Av. Jacinto Sá com a Antônio Prado, na Praça Melo Peixoto, em frente à Casa Alberto, na 9 de Julho, nos bairros e regiões mais populosas ou qualquer outro lugar que fosse bom para aglomerar pessoas.

Não importava muito quem era o candidato, o importante era estar presente e fazer parte dos mega eventos, coisa rara em nossa pacata cidade.

Aproveitávamos o momento para um hobby efêmero de colecionar panfletos e santinhos de campanha, focando em variedades e quantidades.

Como evolução desta chinfra, visitávamos os comitês no propósito de arrecadar material, que iam, além de papéis e adesivos, tinha: camisetas, bonés, canetas, canecas, botons, displayzinhos de fósforos de papelão e algo mais.

O melhor brinde de campanha a meu ver foi o do Jânio Quadros, quando disputou a presidência com o Ademar de Barros. Seu símbolo era uma vassoura (aludindo a limpeza da corrupção...) e rolava um lápis com uma vassourinha na extremidade superior, muito legal.

E tinha promessas até para as crianças. Conhecemos isto quando fizemos em nosso "quartel general" (casa vazia próxima ao  campinho, que apropriamos temporariamente) um comitê infantil, com cartazes e faixas improvisadas.

Recebemos a visita do candidato a vice-prefeito que nos elogiou muito e prometeu recompensa com um jogo de camisas de footbol e uma bola de capotão oficial, eles venceram, mas como toda boa promessa da maioria dos políticos, estamos esperando até hoje.

Foto: Reprodução

Mas a eleição do Jânio para a presidência, que teve seu mandato resumido por uma renúncia nunca esclarecida foi realmente a que mais aproveitei em termos de propaganda política, além de flâmulas e demais brindes, tinha um farto material em papel couché impresso com tintas de cores fortes.

E dois anos antes do golpe militar, tivemos eleições estaduais também com a participação do Jânio, dá-lhe mais vassourinhas, mas esta ele perdeu para o Ademar.

Com a imposição do bipartidarismo durante o regime militar, só eram reconhecidos a Arena (situação) e o MDB (oposição) como partidos para concorrer às eleições parciais, dividindo a cidade, o estado e o país em duas grandes torcidas, como em qualquer outro jogo.

Só voltamos a ter eleições para presidente quase trinta anos depois, quando então eu já não tinha mais tanto interesse por material de campanha e o Jânio já tinha deixado a vassoura, pois também era suspeito de envolvimento em corrupção.

(Reveja outras crônicas - Clique na foto acima)

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