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Postado em 26/11/2020 às 16:52

A Praça Mello Peixoto; por Jair Vivan Jr.

Uma crônica sobre a praça mais famosa de Ourinhos.

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Lembro bem daquela praça quando ainda era o ponto mais procurado da cidade, seus bancos sem encosto naquela fase, eram disputados pelos assíduos frequentadores, plantonistas à procura de novidades, que minavam dos cafés adjacentes, Paulista, Paratodos, Central...

Transitavam o bilheteiro e os engraxates, entremeios aos usuários amiudados dali, oferecendo serviços e o cupom da sorte.

A banca que mudou de lugar cedendo o espaço à guarita da polícia, oferecia o material impresso, para a atualização das notícias, alvo principal das conversas desenroladas naquele espaço.

Esvaziava no horário do almoço, salvo o costumeiro movimento no Bar Seleto que dispunha de uma excelente comida, (especialidade em bisteca bovina), para quem almoçava por ali.

A Praça Mello Peixoto hoje após a reforma feita em meados de  2011 e 2012 (Foto: Laperuta)

A maioria ia para casa e não voltava mais naquele dia, só iriam completar as informações na Hora do Brasil e nos tendenciosos noticiários do rádio ou nos fantasiosos jornais televisivos, peneirados e controlados pela censura do regime político vigente.

Mas eu não, eu voltava, na verdade o mais legal era à tarde, no informal, rolavam notícias mais confiáveis no boca à boca, os cafés mais vazios, o movimento começando no Tiro ao Alvo montado no espaço cedido pela Igreja demolida (injustamente, indevidamente) (?), (deixe aqui...o seu recado). O meu é que a história se perde no tempo quando não se valoriza e preserva o passado.

Valia a pena, eu era bom no tiro de rolha (o segredo era molhar a munição, ficava mais pesada) e normalmente conseguia um Minister ou Holywood pela metade do preço do maço.

Dalí eu ia matar a tarde no Bar do Tide, jogando ou sapeando partidas de bilhar, onde iria encontrar grandes amigos e continuar atualizando as novidades.   

Minhas noites vinham sendo preenchidas com os estudos, eram tempos de começar a trabalhar e me transferi para o noturno.

Quando então a praça continuou sendo meu percurso, por um longo tempo eu a atravessei em ida e volta no caminho para o trabalho.

Foi que entendi porque não havia disputas pelos bancos já cravejados dos carimbos das andorinhas no período da tarde, naquela praça que também já chamara João Pessoa e da Bandeira por uns tempos e depois voltou a ser Mello Peixoto.

(Reveja outras crônicas - Clique na foto acima)

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