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Postado em 13/01/2021 às 19:42

Presidente da ACE protocola ofício e tenta agendar audiência emergencial com prefeito e comissão que decidiu pelo fechamento do comércio de Ourinhos

ACE suspende promoção “Liquida Verão” com o decreto da Prefeitura que fechou o comércio

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O presidente da ACE (Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos), o empresário Robson Martuchi, protocolou no final da tarde desta quarta-feira, 13, um ofício direcionado ao prefeito de Ourinhos, Lucas Pocay (PSD), para que ele convoque de forma emergencial uma audiência, acompanhada dos membros da comissão de contingenciamento e prevenção ao coronavírus - COVID-19, com a finalidade especifica de tratar sobre o DECRET0 Nº 7.358, DE 12 DE JANEIRO DH 2021, que fechou o comércio de Ourinhos até o dia 19 de janeiro. A ACE ainda não recebeu um retorno, mas aguarda. 

“Estamos avaliando medidas judiciais cabíveis, mas a nossa preferência é pelo diálogo e o entendimento mútuo”, afirmou Robson Martuchi.

ACE suspende promoção “Liquida Verão” com o decreto da Prefeitura que fechou o comércio

Mesmo com o enquadramento da região administrativa de Ourinhos (Marília) na faixa laranja do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena contra a Covid-19, a Prefeitura de Ourinhos publicou decreto na noite de terça-feira, 12, colocando o município na fase mais rigorosa, a vermelha, em que todos os estabelecimentos comerciais, exceto os considerados essenciais, estão obrigados a permanecer fechados até o dia 19 de janeiro. Na próxima quarta, a Prefeitura informou que vai decidir os próximos passos após uma nova avaliação do comitê gestor local.

Com o fechamento das lojas, foi interrompida a promoção do comércio de iniciativa da ACE (Associação Comercial e Industrial de Ourinhos), a “Liquida Verão”, iniciada na sexta-feira passada.

“Era uma ação importante para os lojistas e também para os trabalhadores do comércio recuperarem perdas do final do ano, já que maioria depende de comissionamento sobre vendas, considerando que nos finais de semana pós Natal e Reveillón a Prefeitura também obrigou o comércio a fechar”, ponderou Robson Martuchi, presidente da ACE.

Em entrevista coletiva realizada na sede da ACE na manhã desta quarta-feira, 13, Martuchi foi taxativo ao afirmar que é contrário ao não funcionamento das atividades econômicas em Ourinhos. Segundo ele, nas empresas as pessoas estão em ambientes controlados, sob protocolos de prevenção importantes, como o uso de máscara, álcool gel e distanciamento, por exemplo.

“Fizemos testes em cerca de 2 mil trabalhadores no comércio em parceria com a própria Secretaria de Saúde do município recentemente e tivemos apenas 12 casos detectados, o que mostra que no comércio é onde menos se propaga o novo coronavírus”, argumentou o presidente da ACE.

No entendimento de Robson Martuchi, houve um exagero na medida por parte do prefeito municipal, Lucas Pocay, que alega ter acatado uma recomendação do Ministério Público.

“No texto do MP está claro que o promotor apenas sugeriu que alguma medida da fase vermelha pudesse ser adotada para o recrudescimento das ações, mas não pediu que fosse decretado o lockdown”, justifica Martuchi. De fato, o texto do MP diz assim: ‘...inclusive com a adoção de providências atinentes a fase vermelha do Plano São Paulo...’.

No final da coletiva, o presidente da ACE também afirmou que vai cobrar o MP (Ministério Público Estadual) e a Justiça Federal, para que a Prefeitura de Ourinhos seja obrigada a realizar uma prestação de contas detalhada sobre como foram gastas as verbas oriundas dos governos estadual e federal para o combate à Covid-19 e que seja feita uma explicação sobre os altos valores investidos no hospital de campanha Covid-19, que funciona desde abril de 2020 em um hotel, no centro da cidade. O próprio prefeito em diversas entrevistas falou que os gastos para manter a estrutura ultrapassam a quantia de R$1, 5 milhão.

“Vamos cobrar o Ministério Público e a Justiça Federal sobre todos os valores. Porque se foram gastos mais de R$1 milhão e 500 mil por mês no hospital de campanha, a Prefeitura poderia ter repassado parte deste dinheiro para a Santa Casa de Ourinhos, que faria melhor gestão e poderíamos ter mais leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ofertados à população”, ressaltou Martuchi, que também cobrou mais seriedade da área da saúde do município.

Dado de informação

O custo de 10 leitos de UTI exclusivos para Covid-19 na Santa Casa de Ourinhos é de R$480.000,00 (Quatrocentos e oitenta mil reais), com R$1.500.000,00 por mês (um milhão e meio de reais) daria para pagar no mínimo 30 leitos exclusivos. (informações constam nesta matéria CLIQUE AQUI)

(veja o termo de patuaçaõ entre Prefeitura e Santa Casa)

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