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Postado em 09/06/2021 às 15:18

Santa Casa de Ourinhos afirma que a desativação de leitos de UTI não acontece só pela falta de insumos, mas também por falta de repasses do Governo Federal

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A Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos informou através de nota, na tarde desta quarta-feira, 9, que a desativação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), para pacientes com a Covid-19, atendidos pelo SUS, nos últimos dias, não acontece somente pela falta de insumos, mas também pela falta de repasses do Governo Federal. No último dia 2 de junho, o hospital havia informado, que a desativação era causada por falta de entrega de sedativos, problema que está atingido hospitais por todo Brasil.

Saiba também: Santa Casa de Ourinhos tem mais um óbito confirmado; 286 pessoas faleceram no hospital em decorrência da doença 

Nesta terça-feira, 8, ganhou repercussão a compra de sedativos realizada com recursos doados por empresários de Ourinhos. Muitos questionaram, se o problema era os insumos, então ele estaria resolvido, pois foram feitas as aquisições, porém a gravidade seria bem maior e não se resume à falta desses insumos. O recurso advindo pelo Governo Federal é insuficiente e estaria cobrindo somente um pouco mais da metade do custo diário, gerando prejuízos ao hospital.

“Hoje, o custo de uma vaga de UTI COVID SUS chega a R$ 3.000,00 por dia, contudo o Governo Federal arca somente com R$1.600,00 e paga atrasado. Temos dificuldades para manter os leitos, até janeiro o repasse chegava e então executávamos o serviço, agora temos que contratar médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, manutenção de equipamentos, trabalhar todo o mês, para depois receber do governo federal, que não paga em dia”, explicou o administrador da Santa Casa, Fernando Abreu.

Agora o hospital pede a intervenção das autoridades tanto do município, como do estado e da União, para que possam conseguir mais recursos para a manutenção do atendimento dos pacientes que necessitam de internação em leitos de UTI. Pois, o que já era insuficiente, com 15 leitos, ficou ainda pior, com apenas 8.O Passando a Régua busca pelo posicionamento do Governo Federal diante da reclamação do hospital.  Confira a nota completa:

A crise da saúde pública enfrentada em todo o país já tem seus reflexos em Ourinhos. O Governo Federal assumiu a manutenção exclusiva de todos os leitos de UTI COVID SUS do Brasil, contudo mudou a forma de pagamento para os hospitais, o que está causando dificuldades para a continuidade dos serviços.

Hoje, o custo de uma vaga de UTI COVID SUS chega a R$ 3.000,00 por dia, contudo o Governo Federal arca somente com R$1.600,00 e paga atrasado. “Temos dificuldades para manter os leitos, até janeiro o repasse chegava e então executávamos o serviço, agora temos que contratar médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, manutenção de equipamentos, trabalhar todo o mês, para depois receber do governo federal, que não paga em dia”, explicou o administrador da Santa Casa, Fernando Abreu.

Com isso, o quadro financeiro da Santa Casa vem se deteriorando ainda mais. “Estamos com dificuldades financeiras para manter os leitos, os preços dos insumos aumentaram, dos serviços, não temos como manter as escalas dos médicos, enfermeiros e fisioterapeutas. Estamos pagando atrasado, recebendo praticamente a metade do custo real de cada vaga de UTI COVID e não podemos colocar em risco o atendimento das outras especialidades”.

Sobre o problema do recebimento dos medicamentos sedativos, a situação persiste. “Estamos recebendo quantidades pequenas, as empresas fornecedoras não garantem as entregas, a dificuldade é em todo o território brasileiro. Inclusive, já gostaria de agradecer muito o empenho dos que estão nos ajudando com doações para compra de insumos. Estamos no pior momento da pandemia e enfrentando uma crise seríssima financeira”.

O Administrador contou que já foi protocolada uma solicitação, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, para que o Governo do Estado repasse recursos financeiros e também insumos. “Pedimos que a Secretaria Estadual de Saúde nos dê apoio financeiro e medicamentos. A situação é crítica, a Santa Casa de Ourinhos é o hospital de referência para 62 municípios e atendemos mais de 80% pelo SUS”.

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