Um homem de 26 anos, morreu, no começo da noite desta segunda-feira, 20, após reagir a prisão em confronto com policiais militares no Jardim São Carlos, em Ourinhos. De acordo com o registro policial, o fato aconteceu, na Rua Elvira Ribeiro de Moraes, por volta das 18h30. Murilo Henrique Junqueira, que responde processos criminais no Paraná, morreu ao receber pelo menos quatro tiros, disparados por dois policiais militares. Ele estava armado com uma pistola 380 e teria efetuado pelo menos um tiro contra os policiais.
O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, Murilo foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos, ao dar entrada na Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos.
Ainda de acordo com a polícia, os policiais militares tinham um mandado de prisão contra Murilo, expedido pela Vara Criminal de Jacarezinho e receberam a informação de que ele estava escondido em uma casa, na Rua Moacir Cassiolato, nº 630, no Parque Minas Gerais, em Ourinhos e foram até lá, na tentativa de surpreende-lo e efetuar a sua prisão.
Os policiais estacionaram a viatura nas proximidades, desembarcaram, e ao se aproximarem do imóvel, depararam-se com o indivíduo no portão, que ao perceber a presença dos policiais, fugiu no sentido da NEI (Núcleo de Educação Infantil) Benedita Fernandes Cury, desceu por um terreno baldio ao lado da escola, dirigindo-se à Rua Mario Antônio Bacili, na altura do nº 303, no Jardim São Carlos. Os policiais se dividiram, enquanto três foram atrás de Murilo a pé, outros dois foram com a viatura, para realizar o cerco.
Na Rua Mario Antônio Bacili, Murilo alcançou uma viela que liga a Rua Elvira Ribeiro de Moraes e já no final da viela ele deu de “cara”, com a viatura da Polícia Militar, onde estavam dois policiais, que desceram e deram ordem de parada, porém Murilo desobedeceu, virou o corpo, com intenção de recuar e nesse movimento sacou uma arma, aparentando ser uma pistola Imbel, calibre 380. Ao ver que o procurado estava armado, os policiais começaram a efetuar disparos de arma de fogo, na intenção de evitar que Murilo atirasse contra eles. Ainda segundo o registro policial, um dos policiais efetuou três disparos e o outro um e Murilo também teria atirado uma vez.
Cessados os disparos, os policiais perceberam que a ameaça havia sido neutralizada e Murilo estava com vida. Então foi retirada a arma que estava próxima a ele. Foi acionado o SAMU, que levou Murilo, que, segundo os policiais estava ainda vivo, à Santa Casa de Ourinhos.
A Polícia Civil foi ao local e fez o trabalho de perícia técnica. Foram vistas manchas de sangue no chão da Rua Elvira Ribeiro de Moraes. Quatro cápsulas, sendo uma aparentando ser de calibre 380 (de Murilo) e as outras três .40 (dos policiais).
A arma, que estava com Murilo foi recolhida e, de acordo com informações, estava com a numeração raspada e suja de terra, provavelmente decorrente da queda ao solo do procurado, ao ser alvejado.
Testemunhas, que moram próximas ao local do fato disseram que ouviram os policiais gritarem: “Para, para!” e depois os disparos, não sabendo a quantidade de disparos. Nenhuma câmera de monitoramento na região teria registrado ação policial.
No corpo de Murilo foram observadas cinco perfurações e aparentemente um projétil alojado sob a pele.
As armas, tanto usada por Murilo, como pelos policiais foram apreendidas e serão periciadas.
A ocorrência de Tentativa de Homicídio e Morte Decorrente de Intervenção Policial, foi registrada na CPJ (Central de Polícia Judiciária de Ourinhos), com a responsabilidade da Delegada Heloisa Lovato Nascimento e com apoio do delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Dr. José Henrique Ribeiro Junior.
Notícia Atualizada às 7h55 do dia 21/09/2021
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