Os coletores de lixo de Ourinhos estão trabalhando, recolhendo o lixo da cidade, mas continuam em estado de greve.
“Foi decidido por aguardar, até o início da próxima semana, resposta do Sr. Prefeito ao pedido de reunião protocolado pelo sindicato, onde então serão levadas as reivindicações dos coletores para discussão.
Decidiu-se, ainda, que os trabalhadores permanecerão em “estado de greve”, podendo ser deflagrado o movimento de paralisação das atividades a qualquer tempo caso o Sr. Prefeito não atenda ao pedido de reunião.
As decisões foram tomadas pensando-se, também, na população de Ourinhos, a qual não pode ser prejudicada pela ausência de diálogo por parte do Poder Executivo”, destacou o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ourinhos. Até o fechamento desta matéria, Lucas Pocay (PSD) não havia atendido os coletores.
Pauta única
A única reivindicação dos trabalhadores é a manutenção dos postos de trabalho, com a garantia que o setor não será terceirizado pelo prefeito Lucas, que até agora, apenas tenta jogar a população contra os coletores, dizendo que eles recebem “ótimos” salários, que podem ultrapassar os R$3.100,00 e trabalham pouco, fato que já foi desmentido pelos próprios coletores, que com adicional de insalubridade e horas extras, recebem no máximo R$2.600,00. Os que recebem mais, é devido ao tempo de serviço, que ultrapassa os 20 anos de carreira.
Porém, a questão salarial, que não deveria entrar em discussão, é apenas usada, tanto pelo prefeito (com salário de R$21.989, 25), como pelo superintendente da SAE (Superintendência de Água Esgoto de Ourinhos), Inácio J. B. Filho (com salário de R$12.150,00), para tentar desqualificar o movimento grevista dos coletores, que sempre deixaram claro que o grande problema da transferência do serviço de coleta de lixo para a Prefeitura é a possibilidade de terceirização, que nunca foi negada por ambos os governantes. Aliás, em recente matéria publicada pelo Jornal Debate de Santa Cruz do Rio Pardo, foi lembrado, que na década de 90, quando o prefeito de Ourinhos era o pai de Lucas, Claury Alves da Silva, foi exatamente isso que aconteceu, a coleta de lixo era terceirizada, realizada pela empresa Vega Sopave, que prestava um péssimo serviço. Só depois que se encerrou o mandato de Claury, que o então prefeito Toshio Misato levou os serviços de limpeza para a SAE, em 1997. (confira a matéria abaixo)

Matéria publicada pelo Jornal Debate de Santa Cruz do Rio Pardo (Foto: Reprodução)





