No terceiro dia de lockdown decretado pelo prefeito Lucas Pocay em Ourinhos, referendado pelo governador João Dória que agora também rebaixou toda a região de Marília para a faixa vermelha, segue a polêmica que divide opiniões sobre a assertividade ou não das ações dos governantes.
“Estamos pagando o preço do período eleitoral, quando se fez vistas grossas para aglomerações e com baixa fiscalização, somado ao final do ano, em que parecia que a Covid já tinha ido embora”, ponderou o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos, Robson Martuchi.
Segundo ele, causou estranhamento somente a região de Marília ter sido rebaixada para a faixa vermelha do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena contra a Covid-19.
“Vejo a população sendo acusada e o comércio sendo penitenciado com medidas duras, mas o que parece é que houve falta de planejamento, faltou fazer a lição de casa para não entrarmos com medidas agudas como essa do fechamento do comércio”, avaliou Martuchi.
O presidente da ACE fez questão de não envolver a entidade nas carreatas realizadas na cidade em protesto à decisão do prefeito de mandar fechar o comércio.
“Precisamos ser práticos e objetivos, esse não é o caminho, embora respeite todas as manifestações populares, sobretudo dos empresários que estão desesperados com a situação”, disse. No entanto, em nome da ACE, Robson Martuchi está entrando com pedidos aos ministérios públicos federal e estadual reivindicando uma cadeira no comitê municipal gestor que está respaldando as decisões da prefeitura. “No mínimo precisamos ser ouvidos”, reivindicou o presidente da ACE.
Robson Martuchi revela que com a perspectiva do lockdown permanecer por mais tempo, tem recebido dezena de apelos dos empresários, os quais alertam para a necessidade de demissões caso a situação perdure por mais de 15 dias.
“No ano passado o baque já foi duro demais com todos, mas tivemos o apoio do Governo Federal que criou alternativas para que parte das empresas se mantivesse ativa. Agora, com o fim da ajuda federal e das leis do ano passado, tememos o caos com a falta de emprego, renda e comida na mesa”, alertou.
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