Adolescente de 15 anos é flagrado vendendo crack em praça em Ourinhos

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Um adolescente de 15 anos foi apreendido na madrugada do último sábado enquanto praticava tráfico de drogas na região da Praça da Vila Musa, em Ourinhos. A ação foi realizada pela Guarda Civil Municipal (GCM) durante patrulhamento preventivo em um trecho da Rua Fernando Sanches, no bairro Vila São Francisco, local conhecido por reiteradas denúncias de comércio de entorpecentes.

Segundo a GCM, o adolescente, identificado como Y., já era conhecido da equipe por envolvimento anterior em atos infracionais análogos ao tráfico. Ele foi visto sentado em um banco da praça acompanhado de um homem que, ao perceber a aproximação da viatura, fugiu e não pôde ser abordado. Na sequência, o adolescente também tentou empreender fuga, mas foi alcançado e detido pelos agentes.

Durante a revista pessoal, os guardas encontraram 21 pedras de substância análoga ao crack escondidas em uma pochete, além de R$ 77 em dinheiro, em notas diversas. Após ser informado sobre a apreensão, o adolescente tentou fugir novamente, sendo contido pela equipe. Questionado, confessou que realizava a venda da droga no local. Diante do risco de nova evasão e para garantir a segurança de todos, foi necessário o uso de algemas, conforme prevê a Súmula Vinculante nº 11 do STF.

Em seguida, o menor foi conduzido até sua residência, na Rua Sargento Douglass Florêncio, onde sua prima foi comunicada dos fatos e acompanhou a equipe até o Plantão Policial. A ocorrência foi apresentada à autoridade policial, que lavrou Boletim de Ocorrência Policial Circunstanciado por ato infracional análogo ao tráfico de drogas.

Após análise jurídica, a autoridade policial homologou a apreensão do entorpecente e dos objetos, reconheceu indícios de autoria e materialidade, mas determinou a liberação do adolescente, por entender que a internação provisória é medida excepcional e que, no caso, não houve violência ou grave ameaça. O jovem foi entregue ao responsável legal, mediante termo de compromisso, e o caso será encaminhado ao Ministério Público, ao Juízo da Infância e Juventude e ao Conselho Tutelar, que avaliarão a aplicação das medidas socioeducativas cabíveis.