Advogada de Ourinhos cai no golpe do falso advogado e perde quase R$ 109 mil

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Uma advogada de 49 anos, moradora de Ourinhos (SP), foi vítima do chamado “golpe do falso advogado” e teve um prejuízo de R$ 108.997,89, após acreditar que estava conversando com uma amiga também advogada sobre um processo judicial.

De acordo com o registro feito no Plantão Policial, a vítima, D. G. de O. V. F., relatou que recebeu contato telefônico pelo número (61) 99650-6429. Durante a conversa, ela acreditou estar falando com uma amiga próxima, que também atua na área jurídica. No entanto, não percebeu que o número utilizado pelos criminosos era diferente do contato verdadeiro da profissional.

Durante o diálogo, a suposta advogada informou que uma ação judicial havia sido ganha, mas que seria necessário realizar o pagamento de uma “certidão da Justiça” para que o valor fosse liberado. Mesmo tendo solicitado justiça gratuita no processo, a vítima acabou acreditando na informação e realizou um PIX no valor de R$ 2.998,00.

Após o primeiro pagamento, o golpe se aprofundou. Segundo o relato, criminosos conseguiram induzir o pai da vítima a participar de uma chamada com tela compartilhada, momento em que foram realizadas transações indevidas na conta bancária dele. Os valores movimentados foram R$ 4.999,99, R$ 22.999,90 e R$ 6.000,00.

Ainda acreditando que estava seguindo orientações legítimas relacionadas ao processo judicial, o pai da advogada compareceu a uma agência bancária e realizou uma transferência via TED no valor de R$ 72.000,00.

A vítima relatou ainda que, em determinado momento do contato com os criminosos, foi realizada uma suposta audiência online, na qual apareceu um homem se apresentando como juiz. Foi nesse momento que começaram as desconfianças, pois o indivíduo pronunciava diversas palavras de forma incorreta, levantando suspeitas sobre a autenticidade da situação.

Mesmo assim, o falso magistrado afirmou que até às 14h daquele dia o dinheiro seria restituído, o que não aconteceu. Desconfiada, a advogada decidiu entrar em contato com a amiga utilizando o número verdadeiro salvo em seu celular, quando foi informada de que se tratava de um golpe.

Somando todas as transferências realizadas, o prejuízo total chegou a R$ 108.997,89.

Segundo o registro policial, o pai da vítima deverá registrar um boletim de ocorrência na cidade de São Paulo, onde reside. A advogada também foi informada sobre o prazo decadencial de seis meses para eventual representação criminal, após a identificação da autoria do crime.

Comprovantes das transações bancárias foram anexados ao boletim de ocorrência para auxiliar nas investigações.

Ilustração por IA