Advogado André Mello registra BO e acusa dono de canal de TV de ter divulgado vídeo calunioso

Confusão começou na última quinta-feira, 12, quando o prefeito Lucas Pocay acusou a oposição de estar fechando o registro da SAE.
Compartilhe:

Mesmo com fim das eleições e com a reeleição do prefeito Lucas Pocay (PSD), neste domingo, 15, os ânimos entre os grupos opositores continuam quentes e ganhou nesta segunda-feira, 16, mais um episódio, regado de polêmicas e acusações de ambos os lados.

Na noite de ontem (16), o advogado André Mello, que concorreu às eleições para vereador pelo PTB, foi até o plantão policial e registrou um BO (Boletim de Ocorrência) de ‘Injúria e Calúnia”, contra o empresário Paulo Daré, dono no canal de TV a cabo, GRPTV, por ter divulgado, na última sexta-feira, 13, um vídeo, com um áudio, supostamente vazado, de uma conversa entre o advogado André Mello, Samuel Sanches (irmão do candidato Robson Sanches) e os jornalistas Alexandre Mansinho e Letícia do “Negocião”. Todos os apontados no áudio não negam a conversa, mas alegam que o áudio foi editado de forma criminosa, para dar a entender que o grupo de oposição a Lucas Pocay estaria armando com um servidor da SAE um suposto fechamento dos registros. (Relembre o vídeo abaixo).

NO BO, André Mello ainda aponta uma conversa, que teria supostamente acontecido pelo WhatsApp, entre Paulo Daré e uma pessoa não identificada, armando a elaboração da montagem de tal vídeo com o áudio vazado. (Confira abaixo as mensagens que foram divulgas nas redes sociais)

André Mello também fez um vídeo falando sobre o registro confira:

 

Diante de tal polêmica, o Passando a Régua procurou o empresário Paulo Daré, que ao tomar conhecimento da divulgação da conversa supostamente feita pelo WhatsApp, alega que foi feita uma montagem em um aplicativo de celular, simulando uma conversa entre ele e outra pessoa e que já teria acionado o seu advogado e deverá também processar, o advogado André Mello pela divulgação do conteúdo falso. Paulo Daré enviou ao Passando a Régua imagens que podem comprovar que a conversa divulgada por André é falsa e foi feita em um aplicativo, veja abaixo:

Perguntado como a GRPTV teve acesso ao áudio da conversa em ambiente fechado, que aconteceu no domingo, 8, uma semana antes das eleições, Paulo Daré não nos respondeu.

Toda a confusão começou na última quinta-feira, 12, quando o prefeito Lucas Pocay acusou a oposição (indiretamente o candidato Robson Sanches (Patriota) e apoiadores) de estar fechando o registro da SAE (Superintendência de Água e esgoto de Ourinhos). 

Após este vídeo viralizar, na manhã de sexta-feira, 13, Robson Sanches também fez um vídeo rebatendo o prefeito (clique e relembre). Porém, durante a tarde, através de sua página no Facebook e em grupos de WhatsApp, a GRPTV, que pertence ao empresário Paulo Daré, divulgou o vídeo, com o áudio, supostamente vazado, de uma conversa entre o advogado André Mello, Samuel Sanches (irmão de Robson Sanches) e os jornalistas Alexandre Mansinho e Letícia do “Negocião”.

A oposição alega que o vídeo foi uma montagem grotesca arquitetada de forma ilícita, afim de denegrir a campanha do candidato Robson Sanches e colocar a culpa da falta d’água na oposição.

O prefeito Lucas Pocay também fez um vídeo na noite desta segunda-feira, 16, onde sai em defesa de Paulo Daré, que através da GRPTV recebeu altos valores oriundos da Prefeitura de Ourinhos durante a atual gestão. Só em 2019, segundo foi levantado, a GRPTV recebeu R$114.800,00, mais que canais abertos de TV como a TV TEM Bauru (R$23.643,00), SBT Jaú (R$9.697,00) e a TV Record Bauru (R$10.216,00).

Confira o vídeo do prefeito abaixo:

 

⚠️ AVISO SOBRE DIREITOS AUTORAIS

Todo o conteúdo publicado no site, incluindo textos, fotografias, vídeos, artes, logotipos e demais materiais jornalísticos, é protegido pela Lei de Direitos Autorais (Lei Federal nº 9.610/98).

É expressamente proibida a reprodução, cópia, distribuição, retransmissão ou utilização total ou parcial de qualquer conteúdo deste portal sem autorização prévia e formal do site Passando a Régua.

A utilização indevida de material protegido poderá resultar em responsabilização civil e criminal, conforme previsto na legislação brasileira.

O compartilhamento de links das matérias é permitido, desde que preservada a autoria e a integridade do conteúdo.