A tragédia ocorrida na Escola Estadual Sapopemba, na zona leste de São Paulo, na última segunda-feira, 23, continua a gerar controvérsias à medida que novas informações surgem. Um adolescente de 16 anos abriu fogo na instituição de ensino, matando uma aluna e ferindo outras duas estudantes. No entanto, a versão apresentada pelo atirador à polícia, com o alegado motivo de vingança contra colegas que praticavam bullying devido à sua orientação sexual, está sendo contestada.
Segundo o advogado Antonio Edio, o atirador afirmou que os alvos do ataque seriam "dois meninos que faziam bullying contra ele" por ser homossexual. Além disso, ele alegou que a aluna Giovanna Bezerra da Silva, de 17 anos, foi morta "acidentalmente" durante o ataque. No entanto, imagens de uma câmera de segurança da escola, que capturaram o momento do ataque, contradizem essa versão. O vídeo mostra o atirador se aproximando de Giovanna e atirando diretamente em sua nuca à queima-roupa, não havendo ninguém na frente da vítima no momento do disparo.
Outro vídeo dentro de uma sala de aula também coloca em xeque a versão da defesa. Nele, o atirador entra na sala cheia de estudantes e aponta a arma na direção de meninas, incluindo as vítimas. Além de Giovanna, duas alunas de 15 anos foram atingidas pelos disparos.
O advogado do adolescente alegou que o jovem sofria bullying na escola devido à sua orientação sexual e que o Estado não o ajudou devidamente, apesar das agressões terem sido relatadas à escola e à Polícia Civil.
O adolescente, que alegou ter agido sozinho e que os alvos foram aleatórios à polícia, foi apreendido após o ataque e se diz "totalmente arrependido" do crime, particularmente em relação ao disparo que vitimou Giovanna. A mãe do atirador também havia registrado um boletim de ocorrência por lesão corporal e ameaça em abril, mas, de acordo com o advogado, não fez a representação do caso para investigação.
Familiares e amigos se despediram de Giovanna Bezerra da Silva em um comovente sepultamento em Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo. A estudante de 17 anos foi morta na escola, deixando sua família e comunidade enlutadas. As outras duas alunas feridas no ataque receberam alta e estão em casa.
O caso continua a ser investigado, e a tragédia tem levantado questões sobre a segurança nas escolas e a necessidade de prevenção do bullying e discriminação, bem como o acompanhamento de jovens em situações de vulnerabilidade.
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