Agente administrativo cai no golpe do falso intermediário ao tentar comprar moto em Ourinhos

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Um agente administrativo de 25 anos foi vítima do chamado golpe do falso intermediário ao tentar comprar uma motocicleta em Ourinhos. O caso foi registrado após a vítima, identificada como Pedro, perceber que havia sido enganada durante uma negociação iniciada pelas redes sociais.

De acordo com o boletim de ocorrência, Pedro relatou que, nesta data, visualizou um anúncio de uma motocicleta Honda PCX à venda na rede social Facebook. O contato foi feito com um perfil identificado como “Francisquinho Gois”, que informou que o veículo estaria em Ourinhos, sob os cuidados de um suposto genro. O anunciante orientou a vítima a ir até o local para verificar a motocicleta, mas pediu que não fossem tratados valores diretamente com a pessoa que apresentaria o veículo.

Ao chegar ao endereço combinado, Pedro foi recebido por Bruno, que lhe mostrou a motocicleta. Durante todo o tempo, no entanto, a negociação foi conduzida exclusivamente com “Francisquinho”, por meio do aplicativo WhatsApp, utilizando o número (18) 99826-4295, cujo perfil exibia o nome “~carta de crédito”.

Após analisar o veículo, Pedro concordou com a compra e realizou o pagamento via transferência PIX, conforme orientação do suposto intermediário. Foram feitas duas transferências, nos valores de R$ 4 mil e R$ 1 mil, totalizando R$ 5 mil, em favor de Wedla Francelino dos Santos, com CPF parcialmente identificado.

Segundo a vítima, após a realização das transferências, o autor do golpe passou a apresentar desculpas, alegando que precisaria desfazer o negócio. Em seguida, deixou de responder às mensagens, momento em que Pedro percebeu que havia caído em um golpe. Ele afirmou ainda que em nenhum momento discutiu valores com Bruno e que não sabia estar diante do verdadeiro proprietário da motocicleta.

Ouvido como testemunha, Bruno informou que havia anunciado a moto à venda em diversas plataformas e que, nesta data, foi contatado via WhatsApp por uma pessoa que se identificou como Francisco, utilizando o mesmo número mencionado. Segundo ele, a negociação foi feita pelo valor de R$ 12 mil, sendo informado de que o suposto intermediário apenas “atravessaria” o negócio para Pedro, que seria seu cliente e efetuaria o pagamento posteriormente por meio de carta de crédito e parcelas.

Bruno relatou ainda que Pedro compareceu à sua residência, analisou o veículo e passou a negociar diretamente com o suposto intermediário. A desconfiança de ambos surgiu apenas após Pedro ser bloqueado no WhatsApp, confirmando a suspeita de golpe.
O caso foi registrado e será investigado pelas autoridades policiais.