A partir do dia 30 de abril, o álcool líquido 70% deixará de ser comercializado no território brasileiro, segundo uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida foi tomada devido ao alto índice de acidentes registrados causados pela inflamabilidade do produto, que já havia sido proibido 22 anos atrás por razões semelhantes.
A liberação anterior da venda do álcool 70% ocorreu durante a pandemia de Covid-19, mas o prazo para sua comercialização expirou em dezembro do ano passado. Os estabelecimentos que ainda possuem o produto em estoque devem esgotá-lo até a data da proibição da venda e compra da versão líquida do álcool 70%.
Após essa data, estará disponível no mercado apenas o álcool líquido 46%, enquanto o álcool em gel 70% continuará autorizado para venda.
A proibição visa reduzir os riscos associados à alta inflamabilidade do álcool 70%, especialmente para crianças. Recentemente, um trágico incidente ocorrido em Santa Clara d'Oeste (SP), onde uma criança de dois anos teve 90% do corpo queimado, destacou os perigos desse produto. O incidente ocorreu quando o irmão mais velho da vítima confundiu o álcool com água e o jogou em uma churrasqueira.
Segundo especialistas, o álcool em concentrações mais elevadas apresenta maior risco de acidentes, enquanto o álcool em menor concentração é mais seguro. Quanto à eficácia na limpeza, o álcool gel 70% é considerado tão eficiente quanto o líquido para a eliminação de microrganismos, incluindo vírus e bactérias.
No entanto, é importante ressaltar que o álcool por si só não é capaz de realizar uma limpeza completa, sendo necessário complementar com a lavagem física usando água e sabão, sempre que possível. Além disso, existem alternativas aprovadas pela Anvisa para a limpeza doméstica que podem ser utilizadas no lugar do álcool.
A medida visa promover a segurança dos consumidores e prevenir acidentes relacionados ao uso do álcool líquido 70%, enquanto ainda se mantém a eficácia na higienização e desinfecção de superfícies e das mãos.





