O jornalista Laperuta Júnior, do Passando a Régua, conversou na manhã deste domingo, 6, com Emerson e Cláudio, mais conhecido como “Canheta”, dois conhecidos moradores em situação de rua que há cerca de seis anos vivem na Praça dos Burgueses, no Jardim Paulista, em Ourinhos (SP). Os dois ganharam notoriedade recentemente após improvisarem a instalação de uma televisão de LED embaixo de uma árvore, ligada à fiação elétrica da própria praça.
A história, curiosa e ao mesmo tempo comovente, viralizou nas redes sociais e gerou comoção entre internautas. A TV, doada pela irmã de Emerson, substituiu um aparelho anterior que havia sido furtado. Com o equipamento, Emerson e Canheta acompanham jogos da Copa do Mundo de Clubes e se divertem com programação de canais abertos, mesmo expostos ao frio e à chuva.
Segundo relato dos próprios moradores, a iniciativa de puxar a fiação para a TV partiu deles mesmos. “Eu fiz a ligação da primeira vez, depois os guardas vieram, mas nos ajudaram, isolaram melhor o fio”, contou Canheta, com bom humor durante a entrevista.
Nova chance
Agora, a dupla se prepara para uma nova etapa. Eles devem deixar a praça nos próximos dias para morar em uma residência alugada na Vila Margarida, com o auxílio da irmã de Cláudio, que vai custear o aluguel. A casa, que ainda está sendo pintada, é simples e praticamente sem móveis. No entanto, Emerson já ganhou um colchão de casal que está guardado no bairro da Barra Funda e deverá ser levado para o novo lar.
A mudança representa um recomeço para os dois, que já haviam sido encaminhados anteriormente pela assistência social, mas preferiram continuar nas ruas por não se adaptarem aos abrigos institucionais — em especial por não aceitarem as regras de convivência e por fazerem uso frequente de bebidas alcoólicas.
“A casa da Barra Funda que a prefeitura ofereceu, a gente ficou só uma tarde, não deu certo. Agora a Vila Margarida é outra coisa, mais perto, mais tranquila”, explicou Emerson.
Solidariedade e vínculos
Durante a reportagem, um terceiro homem, identificado como Odair, juntou-se ao grupo. Em situação vulnerável após uma separação, ele foi acolhido por Emerson e Cláudio na praça. “Cheguei ontem. Eles me deram comida, coberta. Fiz amizade e tô ficando com eles”, relatou.
Além dos vínculos de amizade, os moradores também contam com o carinho da vizinhança e com a companhia de animais de estimação, que, segundo eles, também irão junto para a nova residência.
Mesmo com a perspectiva de mudança, Emerson e Canheta mantêm os pés no chão. “Tá tudo na mão de Deus, patrão. Mas lá vai ser melhor, né? Sem tomar sereno, sem passar frio”, comentou Canheta.
A história dos dois, registrada em vídeo pelo Passando a Régua, tem emocionado muitos moradores da cidade e reforça a importância de olhar para a população em situação de rua com empatia, respeito e oportunidades reais de reintegração à sociedade.
Acompanhe mais histórias como essa no Passando a Régua e compartilhe para ajudar a ampliar a rede de solidariedade em Ourinhos e região.
A história, curiosa e ao mesmo tempo comovente, viralizou nas redes sociais e gerou comoção entre internautas. A TV, doada pela irmã de Emerson, substituiu um aparelho anterior que havia sido furtado. Com o equipamento, Emerson e Canheta acompanham jogos da Copa do Mundo de Clubes e se divertem com programação de canais abertos, mesmo expostos ao frio e à chuva.
Segundo relato dos próprios moradores, a iniciativa de puxar a fiação para a TV partiu deles mesmos. “Eu fiz a ligação da primeira vez, depois os guardas vieram, mas nos ajudaram, isolaram melhor o fio”, contou Canheta, com bom humor durante a entrevista.
Nova chance
Agora, a dupla se prepara para uma nova etapa. Eles devem deixar a praça nos próximos dias para morar em uma residência alugada na Vila Margarida, com o auxílio da irmã de Cláudio, que vai custear o aluguel. A casa, que ainda está sendo pintada, é simples e praticamente sem móveis. No entanto, Emerson já ganhou um colchão de casal que está guardado no bairro da Barra Funda e deverá ser levado para o novo lar.
A mudança representa um recomeço para os dois, que já haviam sido encaminhados anteriormente pela assistência social, mas preferiram continuar nas ruas por não se adaptarem aos abrigos institucionais — em especial por não aceitarem as regras de convivência e por fazerem uso frequente de bebidas alcoólicas.
“A casa da Barra Funda que a prefeitura ofereceu, a gente ficou só uma tarde, não deu certo. Agora a Vila Margarida é outra coisa, mais perto, mais tranquila”, explicou Emerson.
Solidariedade e vínculos
Durante a reportagem, um terceiro homem, identificado como Odair, juntou-se ao grupo. Em situação vulnerável após uma separação, ele foi acolhido por Emerson e Cláudio na praça. “Cheguei ontem. Eles me deram comida, coberta. Fiz amizade e tô ficando com eles”, relatou.
Além dos vínculos de amizade, os moradores também contam com o carinho da vizinhança e com a companhia de animais de estimação, que, segundo eles, também irão junto para a nova residência.
Mesmo com a perspectiva de mudança, Emerson e Canheta mantêm os pés no chão. “Tá tudo na mão de Deus, patrão. Mas lá vai ser melhor, né? Sem tomar sereno, sem passar frio”, comentou Canheta.
A história dos dois, registrada em vídeo pelo Passando a Régua, tem emocionado muitos moradores da cidade e reforça a importância de olhar para a população em situação de rua com empatia, respeito e oportunidades reais de reintegração à sociedade.
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