Aposentada denuncia furto de objetos e uso não autorizado de veículo durante ausência em Ourinhos

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Uma aposentada de 76 anos, moradora de Ourinhos, procurou a Polícia Civil para denunciar o desaparecimento de diversos objetos de sua residência durante o período em que esteve fora da cidade. O caso foi registrado no domingo (16), e a ocorrência será investigada.

De acordo com o registro policial, a vítima, identificada apenas pela inicial D., permaneceu aproximadamente um mês em Santos, acompanhada do marido, e retornou para sua residência, localizada na Rua Paraná, no Jardim Matilde, na última sexta-feira.

Ao chegar ao imóvel, ela percebeu que diversas coisas haviam sido retiradas da casa, entre roupas, camisas e outros objetos pessoais. Segundo a vítima, a quantidade de bens desaparecidos é considerável, e o prejuízo estimado pode chegar a R$ 15 mil.

Além dos objetos, a moradora também constatou que seu Toyota Corolla, ano 2019, que havia permanecido na residência, apresentava sinais de utilização por terceiros. O veículo foi encontrado com uma das portas aberta e com um amassamento na porta dianteira. A vítima afirmou que não autorizou ninguém a utilizar o automóvel.

Suspeita
Ainda segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou à polícia que possui uma sobrinha, identificada pela inicial L., e que teria recebido informações de que ela entrou na residência durante sua ausência acompanhada de M., uma ex-funcionária responsável pela limpeza do imóvel.

A vítima afirmou que M. já havia sido dispensada anteriormente por não ser mais considerada uma pessoa de confiança.

Conforme os relatos apresentados à polícia, L. e M. teriam permanecido no imóvel por um período considerável e realizado cerca de três viagens de automóvel, retirando sacos, objetos e até móveis da residência.

A movimentação teria sido observada por pessoas que estavam nas proximidades, incluindo uma funcionária de um prédio localizado em frente à casa e outras duas testemunhas. Os dados completos dessas pessoas poderão ser apresentados posteriormente à polícia.

Familiares da vítima também tentaram obter imagens das câmeras de segurança do prédio em frente à residência para verificar a movimentação registrada durante a ausência da moradora. No entanto, segundo o boletim, foram informados de que as gravações eram armazenadas por apenas quatro dias e já haviam sido apagadas quando houve a tentativa de preservação das imagens.

Investigação
A vítima também relatou que já havia tido desentendimentos anteriores com a sobrinha L. e mencionou um conflito ocorrido em 2019, quando, segundo seu relato, a familiar teria tentado fazê-la assinar uma procuração relacionada à transferência de um imóvel.
Diante do desaparecimento dos bens, da utilização não autorizada e dos danos encontrados no veículo, a moradora decidiu registrar formalmente a ocorrência e solicitar a apuração dos fatos.

Até o momento, não há confirmação de autoria ou de que as pessoas mencionadas tenham efetivamente praticado o furto. Os relatos apresentados são objeto de investigação pela Polícia Civil, que poderá buscar outras provas, ouvir testemunhas e verificar eventuais registros que auxiliem no esclarecimento do caso.

O Passando a Régua preserva os nomes completos dos envolvidos, tratando-se de uma denúncia ainda sob investigação policial.
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