Num domingo desses, o locutor do rádio, anunciando a execução de uma nova canção, perguntou:
- Onde estava você nos domingos de 1973? Em seguida tocou "O homem de Nazaré" com o Antônio Marcos.
Sei exatamente onde eu estava, e me lembrei de uma poesia mequetrefe que escrevi, ainda adolescente:
- Onde estava você nos domingos de 1973? Em seguida tocou "O homem de Nazaré" com o Antônio Marcos.
Sei exatamente onde eu estava, e me lembrei de uma poesia mequetrefe que escrevi, ainda adolescente:
"Outros domingos
Domingo tinha sino, tinha missa, tinha prece
Tinha dança nos Terríveis, campari, discoteque
Tinha saci, bola de gude, tinha Senna campeão
Alegria da vitória, minha mãe e macarrão
Domingo tinha rede esticada no quintal
Tinha jogo de buraco, caxeta e futebol
Tinha tio que vinha ao longe no lombo do Menestrel
Muitas horas de sorriso do Senor Abravanel
Domingo matinê, do Tarzan, do Mazzaropi
Recadinho da menina - seu baton no envelope
Minha mão corria leve destravando o fecho éclair
Eu chegava onde eu queria, ela queria - ainda quer!"
Pois é... Os domingos já se foram, ficamos nós - perdidos, reféns de nossa própria saudade!
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