Um atestado de óbito emitido na última quinta-feira, 27, confirmou o que médicos já suspeitavam e traz um alerta urgente para famílias de todo o Norte Pioneiro: o uso de cigarro eletrônico (vape) foi a causa determinante para a morte de Vitor Gabriel da Silva, de apenas 16 anos. O adolescente, morador de Santo Antônio da Platina, faleceu na segunda-feira (24), apenas um dia após seu padrasto, João Gonçalves Leite, de 55 anos, morrer de infarto ao visitar o jovem no hospital.
O documento médico aponta que Vitor sofreu "sepse de foco pulmonar e insuficiência respiratória aguda por tabagismo com uso de cigarro eletrônico". Segundo relatos, o jovem fazia uso do dispositivo há cerca de dois meses, o que agravou drasticamente um quadro preexistente de bronquite.
O colapso familiar A tragédia que abalou a cidade de Santo Antônio da Platina começou no sábado (22), quando Vitor foi levado ao hospital com dores de garganta e vômitos. O quadro evoluiu rapidamente para falência renal e infecção pulmonar severa, exigindo internação na UTI.
O drama atingiu seu ápice no domingo (23). O padrasto de Vitor, o pastor João Gonçalves, foi ao hospital visitar o enteado. Ao receber a notícia da equipe médica de que o estado do jovem era gravíssimo e que ele seria intubado, João sofreu um infarto fulminante na recepção da unidade de saúde. Ele foi sepultado na manhã de segunda-feira.
Cerca de sete horas após o enterro do padrasto, Vitor não resistiu às complicações pulmonares e faleceu.
"Mais quantas mães vão chorar?" Angélica da Silva, mãe de Vitor e viúva de João, agora enfrenta o luto duplo e busca transformar a dor em aviso. Em entrevista, ela relatou que só descobriu o uso do dispositivo pelo filho durante a internação.
"O médico falou que esse machucado que ele estava na garganta foi o cigarro eletrônico. Conforme você vai fumando, ele vai machucando, causando essa ferida", explicou Angélica. Desolada, ela fez um apelo emocionado: "Esse cigarro eletrônico pode parecer inofensivo, mas acabou com a minha família em dois dias. É uma modinha, só que mais quantas mães vão chorar pelos filhos por causa disso?"
Angélica pretende iniciar uma campanha de conscientização na região assim que conseguir se recuperar do choque inicial.
Alerta Médico: Vape não é inofensivo O caso de Vitor reforça os perigos dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs). Embora tenham aparência tecnológica e cheiros adocicados, a Anvisa proíbe a comercialização desses produtos no Brasil desde 2009.

Segundo Angélica, padrasto e enteado se davam bem e eram amigos. — Foto: Arquivo pessoal
Especialistas alertam que os "vapes" podem causar inflamações agudas e a doença conhecida como EVALI (lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico), que pode levar à morte em curto espaço de tempo, especialmente em jovens com histórico de doenças respiratórias, como era o caso de Vitor.
O pneumologista João Carlos Thomson reforça que a alta concentração de nicotina e outras substâncias tóxicas torna o cigarro eletrônico um vilão disfarçado. "O que parecia inocente, eles foram aumentando com o passar do tempo. Colocaram substâncias que também tem no cigarro comum e a nicotina, que traz o vício", alerta.
O corpo de Vitor foi sepultado na terça-feira (25), sob forte comoção de amigos e moradores de Santo Antônio da Platina, que acompanharam o desfecho devastador desta família.
.png)
O documento médico aponta que Vitor sofreu "sepse de foco pulmonar e insuficiência respiratória aguda por tabagismo com uso de cigarro eletrônico". Segundo relatos, o jovem fazia uso do dispositivo há cerca de dois meses, o que agravou drasticamente um quadro preexistente de bronquite.
O colapso familiar A tragédia que abalou a cidade de Santo Antônio da Platina começou no sábado (22), quando Vitor foi levado ao hospital com dores de garganta e vômitos. O quadro evoluiu rapidamente para falência renal e infecção pulmonar severa, exigindo internação na UTI.
O drama atingiu seu ápice no domingo (23). O padrasto de Vitor, o pastor João Gonçalves, foi ao hospital visitar o enteado. Ao receber a notícia da equipe médica de que o estado do jovem era gravíssimo e que ele seria intubado, João sofreu um infarto fulminante na recepção da unidade de saúde. Ele foi sepultado na manhã de segunda-feira.
Cerca de sete horas após o enterro do padrasto, Vitor não resistiu às complicações pulmonares e faleceu.
"Mais quantas mães vão chorar?" Angélica da Silva, mãe de Vitor e viúva de João, agora enfrenta o luto duplo e busca transformar a dor em aviso. Em entrevista, ela relatou que só descobriu o uso do dispositivo pelo filho durante a internação.
"O médico falou que esse machucado que ele estava na garganta foi o cigarro eletrônico. Conforme você vai fumando, ele vai machucando, causando essa ferida", explicou Angélica. Desolada, ela fez um apelo emocionado: "Esse cigarro eletrônico pode parecer inofensivo, mas acabou com a minha família em dois dias. É uma modinha, só que mais quantas mães vão chorar pelos filhos por causa disso?"
Angélica pretende iniciar uma campanha de conscientização na região assim que conseguir se recuperar do choque inicial.
Alerta Médico: Vape não é inofensivo O caso de Vitor reforça os perigos dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs). Embora tenham aparência tecnológica e cheiros adocicados, a Anvisa proíbe a comercialização desses produtos no Brasil desde 2009.

Segundo Angélica, padrasto e enteado se davam bem e eram amigos. — Foto: Arquivo pessoal
Especialistas alertam que os "vapes" podem causar inflamações agudas e a doença conhecida como EVALI (lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico), que pode levar à morte em curto espaço de tempo, especialmente em jovens com histórico de doenças respiratórias, como era o caso de Vitor.
O pneumologista João Carlos Thomson reforça que a alta concentração de nicotina e outras substâncias tóxicas torna o cigarro eletrônico um vilão disfarçado. "O que parecia inocente, eles foram aumentando com o passar do tempo. Colocaram substâncias que também tem no cigarro comum e a nicotina, que traz o vício", alerta.
O corpo de Vitor foi sepultado na terça-feira (25), sob forte comoção de amigos e moradores de Santo Antônio da Platina, que acompanharam o desfecho devastador desta família.
.png)



