Balão passa pelo céu da região de Ourinhos e intriga moradores; saiba mais

Objeto flutuante chegou a ser confundido com um balão meteorológico, mas informação foi descartada.
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Na tarde deste sábado, 16 de setembro, um fenômeno misterioso tomou conta dos céus da região de Ourinhos, causando estranheza e gerando dúvidas entre os moradores locais. Um objeto voador não identificado, inicialmente confundido com um balão meteorológico, desencadeou uma série de especulações.

O balão, que atraiu a atenção de muitos curiosos, foi avistado em toda a região, levantando questionamentos sobre sua origem e propósito. No entanto, especialistas logo descartaram a hipótese de se tratar de um balão meteorológico, usado para coletar dados para previsões do tempo.

À medida que lentes se aproximaram do objeto, revelou-se um grande balão colorido, adornado com figuras geométricas e uma bandeira, acompanhada de fragmentos que sugeriam ter sido soltado na manhã do mesmo dia no Paraná. O balão percorreu diversas cidades do norte pioneiro antes de chegar a Ourinhos e continuar sua jornada pela região de Marília.

Um vídeo compartilhado pelo morador local Luciano Miguel Diniz enfatizou as diferenças entre o objeto avistado e os balões meteorológicos convencionais. Ele destacou que os balões meteorológicos são feitos de látex, o mesmo material usado em bexigas comuns, enquanto o objeto misterioso era confeccionado com um material semelhante à seda de pipa e enchido com fogo, o que poderia representar um risco se caísse em áreas habitadas ou entrasse em contato com aeronaves.

Uma página no Facebook chamada "Balões Curitiba (PR)" publicou uma foto do balão às 16h41, sugerindo que esse era o mesmo objeto que sobrevoou Ourinhos. A postagem incluiu várias imagens do balão.

O Passando a Régua enviou uma mensagem para a página, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.

Quais os riscos de soltar balões?

Os balões são muito perigosos porque, além do risco de incêndios, podem carregar cangalhas de fogos de artifícios na base e provocar explosões perto de residências, florestas, empresas e veículos. Quando o balão sobe, ele é carregado por correntes de ar e levado para locais imprevisíveis, colocando em risco o tráfego aéreo e milhares de passageiros que voam pelo estado todos os dias. Os balões também ameaçam o meio ambiente e destroem a fauna e a flora quando caem nas matas.

Quais crimes o baloeiro comete?

Quem é flagrado soltando balão pode responder ao artigo 261 do Código Penal Brasileiro, que trata da exposição de perigo a embarcações ou aeronaves próprias ou de terceiros, bem como de qualquer ato que dificulte ou impeça a navegação marítima, fluvial ou aérea. Nesse caso, a pena de reclusão varia de dois a cinco anos.

Fabricar, vender, transportar e soltar balões também é crime previsto no artigo 42 da Lei nº 9.605/98, dos crimes contra a flora: “fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano”. A pena é de prisão de 1 a 3 anos, ou multa, ou ambas, cumulativamente. Vale ressaltar que crimes ambientais são inafiançáveis.