O mercado financeiro brasileiro teve uma segunda-feira, 5, de forte valorização após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, disparou 7,70% e fechou aos 206.911,89 pontos, superando pela primeira vez na história a marca dos 200 mil pontos no fechamento. Durante o pregão, chegou a atingir 209.605,70 pontos, estabelecendo também uma nova máxima intradiária.
A reação também foi expressiva no câmbio. O dólar caiu mais de 4% e encerrou praticamente na marca dos R$ 5, depois de chegar a ser negociado abaixo desse patamar ao longo do dia. Na sexta-feira (2), antes da votação, a moeda norte-americana havia terminado perto de R$ 5,22.
Resultado das eleições influencia mercado
A forte movimentação ocorreu um dia depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com 100% das urnas apuradas, Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputarão o segundo turno no próximo dia 25 de outubro.
O resultado contrariou parte das pesquisas divulgadas antes da votação e levou investidores a recalcularem suas expectativas para o segundo turno. A leitura inicial de parte do mercado foi de possibilidade de mudanças na condução da política fiscal a partir de 2027, o que ajudou a reduzir o prêmio de risco exigido pelos investidores e favoreceu a Bolsa, o real e os juros futuros. Essa é uma interpretação do mercado, e os movimentos podem mudar conforme a campanha e as propostas econômicas dos dois candidatos avancem.
O material analisado também destaca que a reação não ficou restrita ao Brasil: o EWZ, fundo que reúne ações brasileiras negociadas nos Estados Unidos, avançou mais de 12% durante o dia, sinalizando maior procura por ativos do país no exterior.
Bancos estão entre os destaques
A valorização atingiu principalmente empresas mais sensíveis ao cenário econômico doméstico. Entre os destaques informados no levantamento, as ações da B3 avançaram 22,58%, as do BTG Pactual subiram 22,28%, o Bradesco ganhou 13,62%, o Banco do Brasil avançou 11,47% e o Itaú teve alta de 11,13%. Texto colado
A Petrobras também registrou forte valorização, com alta de 8,09%. Na direção contrária, a Vale recuou 1,92% na sessão.
Mercado também acompanha inflação e juros
Além das eleições, os investidores acompanharam novos indicadores econômicos. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostrou que a projeção do mercado para a inflação de 2026 chegou a 5,01%, terceira semana consecutiva de aumento. Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa recuou de 1,86% para 1,85% neste ano.
Apesar dos demais indicadores econômicos, o resultado eleitoral foi o principal fator apontado por analistas para explicar a movimentação excepcional desta segunda-feira. O dia terminou marcado por recorde histórico da Bolsa, forte valorização do real e queda dos juros futuros, enquanto investidores passam a acompanhar a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula até o segundo turno.
A reação também foi expressiva no câmbio. O dólar caiu mais de 4% e encerrou praticamente na marca dos R$ 5, depois de chegar a ser negociado abaixo desse patamar ao longo do dia. Na sexta-feira (2), antes da votação, a moeda norte-americana havia terminado perto de R$ 5,22.
Resultado das eleições influencia mercado
A forte movimentação ocorreu um dia depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com 100% das urnas apuradas, Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputarão o segundo turno no próximo dia 25 de outubro.
O resultado contrariou parte das pesquisas divulgadas antes da votação e levou investidores a recalcularem suas expectativas para o segundo turno. A leitura inicial de parte do mercado foi de possibilidade de mudanças na condução da política fiscal a partir de 2027, o que ajudou a reduzir o prêmio de risco exigido pelos investidores e favoreceu a Bolsa, o real e os juros futuros. Essa é uma interpretação do mercado, e os movimentos podem mudar conforme a campanha e as propostas econômicas dos dois candidatos avancem.
O material analisado também destaca que a reação não ficou restrita ao Brasil: o EWZ, fundo que reúne ações brasileiras negociadas nos Estados Unidos, avançou mais de 12% durante o dia, sinalizando maior procura por ativos do país no exterior.
Bancos estão entre os destaques
A valorização atingiu principalmente empresas mais sensíveis ao cenário econômico doméstico. Entre os destaques informados no levantamento, as ações da B3 avançaram 22,58%, as do BTG Pactual subiram 22,28%, o Bradesco ganhou 13,62%, o Banco do Brasil avançou 11,47% e o Itaú teve alta de 11,13%. Texto colado
A Petrobras também registrou forte valorização, com alta de 8,09%. Na direção contrária, a Vale recuou 1,92% na sessão.
Mercado também acompanha inflação e juros
Além das eleições, os investidores acompanharam novos indicadores econômicos. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostrou que a projeção do mercado para a inflação de 2026 chegou a 5,01%, terceira semana consecutiva de aumento. Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa recuou de 1,86% para 1,85% neste ano.
Apesar dos demais indicadores econômicos, o resultado eleitoral foi o principal fator apontado por analistas para explicar a movimentação excepcional desta segunda-feira. O dia terminou marcado por recorde histórico da Bolsa, forte valorização do real e queda dos juros futuros, enquanto investidores passam a acompanhar a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula até o segundo turno.
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