O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 70 anos, foi internado na manhã desta quarta-feira (24) no hospital DF Star, em Brasília. A transferência da sede da Polícia Federal para a unidade hospitalar foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para a realização de uma cirurgia eletiva de hérnia inguinal bilateral.
Preso preventivamente há 32 dias, esta é a primeira vez que Bolsonaro deixa a carceragem da PF. Ele cumprirá um cronograma de exames pré-operatórios nesta tarde, incluindo avaliação de risco cirúrgico e monitoramento cardíaco, antes de ser submetido à intervenção na quinta-feira (25).

Detalhes do Procedimento e Segurança
A cirurgia, tecnicamente chamada de herniorrafia inguinal, visa corrigir um ponto fraco na parede muscular da virilha por onde tecidos internos acabam saindo. No caso do ex-presidente, a condição é bilateral (ocorre nos dois lados). Embora a perícia da PF tenha indicado que não se trata de uma emergência, a cirurgia é recomendada para melhorar a qualidade de vida do paciente, que se queixa de dores e desconforto ao tossir ou permanecer em pé.
Para garantir a custódia do ex-presidente, o ministro Moraes estabeleceu regras rígidas:
Além da hérnia, a perícia médica recente analisou as crises persistentes de soluço de Bolsonaro. Os peritos sugeriram um bloqueio do nervo frênico — procedimento que reduz a atividade do nervo que controla o diafragma. No entanto, a equipe médica optou por realizar apenas a correção da hérnia neste momento, postergando o tratamento do soluço para uma data futura.
Um longo histórico de intervenções
A trajetória de saúde de Jair Bolsonaro é marcada por uma série de complicações que se estendem desde o atentado sofrido em 2018. Logo após a facada em Juiz de Fora (MG), ele passou por uma segunda cirurgia ainda naquele ano para desobstrução intestinal. Em 2019, o ex-presidente retornou ao centro cirúrgico para a retirada da bolsa de colostomia e, meses depois, para corrigir uma hérnia que surgiu na cicatriz da operação anterior.
Nos anos seguintes, o sistema digestivo continuou sendo o foco das atenções. Em 2021, foi hospitalizado às pressas por obstrução intestinal, quadro que se repetiu em 2022, na ocasião atribuído a um camarão não mastigado corretamente. Já em 2023, Bolsonaro enfrentou duas intervenções simultâneas: uma para corrigir uma hérnia de hiato, visando tratar o refluxo, e outra para desvio de septo, para melhorar a respiração.
O ano de 2024 também foi crítico, com uma internação por erisipela (infecção bacteriana na pele) e uma complexa cirurgia de 12 horas para liberar aderências intestinais e reconstruir a parede abdominal. Mais recentemente, em 2025, o ex-presidente enfrentou uma pneumonia viral em junho e, em setembro, passou por procedimentos para retirada de lesões de pele.
A previsão é que, após a cirurgia deste Natal, o ex-presidente permaneça internado de cinco a sete dias antes de retornar à Superintendência da Polícia Federal.
Preso preventivamente há 32 dias, esta é a primeira vez que Bolsonaro deixa a carceragem da PF. Ele cumprirá um cronograma de exames pré-operatórios nesta tarde, incluindo avaliação de risco cirúrgico e monitoramento cardíaco, antes de ser submetido à intervenção na quinta-feira (25).

Detalhes do Procedimento e Segurança
A cirurgia, tecnicamente chamada de herniorrafia inguinal, visa corrigir um ponto fraco na parede muscular da virilha por onde tecidos internos acabam saindo. No caso do ex-presidente, a condição é bilateral (ocorre nos dois lados). Embora a perícia da PF tenha indicado que não se trata de uma emergência, a cirurgia é recomendada para melhorar a qualidade de vida do paciente, que se queixa de dores e desconforto ao tossir ou permanecer em pé.
Para garantir a custódia do ex-presidente, o ministro Moraes estabeleceu regras rígidas:
- Vigilância 24h: Pelo menos dois agentes da PF devem permanecer na porta do quarto ininterruptamente.
- Isolamento: Bolsonaro ficará em uma ala isolada dos demais pacientes.
- Restrição tecnológica: É proibida a entrada de celulares ou computadores no quarto — exceto os equipamentos médicos necessários.
- Acompanhantes: Apenas a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, teve autorização para acompanhá-lo. Pedidos dos filhos Carlos e Flávio Bolsonaro foram negados pelo ministro.
Além da hérnia, a perícia médica recente analisou as crises persistentes de soluço de Bolsonaro. Os peritos sugeriram um bloqueio do nervo frênico — procedimento que reduz a atividade do nervo que controla o diafragma. No entanto, a equipe médica optou por realizar apenas a correção da hérnia neste momento, postergando o tratamento do soluço para uma data futura.
Um longo histórico de intervenções
A trajetória de saúde de Jair Bolsonaro é marcada por uma série de complicações que se estendem desde o atentado sofrido em 2018. Logo após a facada em Juiz de Fora (MG), ele passou por uma segunda cirurgia ainda naquele ano para desobstrução intestinal. Em 2019, o ex-presidente retornou ao centro cirúrgico para a retirada da bolsa de colostomia e, meses depois, para corrigir uma hérnia que surgiu na cicatriz da operação anterior.
Nos anos seguintes, o sistema digestivo continuou sendo o foco das atenções. Em 2021, foi hospitalizado às pressas por obstrução intestinal, quadro que se repetiu em 2022, na ocasião atribuído a um camarão não mastigado corretamente. Já em 2023, Bolsonaro enfrentou duas intervenções simultâneas: uma para corrigir uma hérnia de hiato, visando tratar o refluxo, e outra para desvio de septo, para melhorar a respiração.
O ano de 2024 também foi crítico, com uma internação por erisipela (infecção bacteriana na pele) e uma complexa cirurgia de 12 horas para liberar aderências intestinais e reconstruir a parede abdominal. Mais recentemente, em 2025, o ex-presidente enfrentou uma pneumonia viral em junho e, em setembro, passou por procedimentos para retirada de lesões de pele.
A previsão é que, após a cirurgia deste Natal, o ex-presidente permaneça internado de cinco a sete dias antes de retornar à Superintendência da Polícia Federal.




