Bolsonaro nega adulteração em cartão de vacina e diz que operação da PF é para ‘criar fato’

Ex-presidente disse que nem ele, nem a sua filha, tomaram a vacina contra a Covid-19.
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Na manhã desta quarta-feira, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo da Operação Venire da Polícia Federal, suspeito de adulterar o seu cartão de vacinação contra a Covid-19. Bolsonaro negou as acusações e afirmou que a operação policial é uma tentativa de criar um fato para prejudicá-lo. O ex-presidente também confirmou que irá se defender com a tese de interferência política do governo Lula na Polícia Federal.

Durante entrevista à imprensa, Bolsonaro afirmou que nunca foi pedido o seu cartão de vacinação e que não existe nenhuma adulteração de sua parte. Ele disse que não tomou a vacina contra a covid-19 porque leu a bula da Pfizer e que a mesma atitude foi tomada por sua filha Laura Bolsonaro. Bolsonaro ainda ressaltou que a campanha anti-vacinação que aconteceu durante seu governo foi em linha com suas convicções pessoais.

A Polícia Federal apreendeu o telefone celular do ex-presidente em sua casa em Brasília. Bolsonaro afirmou que o aparelho não tem senha, pois ele não tem nada a esconder. Além disso, dois auxiliares do ex-presidente, Mauro Cid e Max Guilherme, foram presos na operação.

Segundo as investigações, a PF identificou a vacinação de Bolsonaro e sua filha Laura, porém a possibilidade de fraude no documento está sendo investigada. Bolsonaro criticou a falta de democracia no país para discutir todos os assuntos, incluindo a vacinação contra a covid-19. A quantidade de doses de vacina que o ex-presidente teria tomado não foi informada.

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