Bolsonaro sofre queda, bate a cabeça e recebe atendimento médico na sede da Polícia Federal

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou mal na madrugada desta terça-feira (6/1), sofreu uma queda e bateu a cabeça enquanto estava sob custódia na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada oficialmente pela Polícia Federal.

Em nota, a PF informou que Bolsonaro relatou a queda à equipe de plantão na manhã desta terça-feira, quando recebeu atendimento médico. Segundo o comunicado, o médico da corporação constatou apenas ferimentos leves, sem necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo recomendada apenas observação no local. A Polícia Federal também negou que tenha havido demora no atendimento, afirmando que o ex-presidente foi atendido assim que comunicou o ocorrido.

Em entrevista à GloboNews, o médico Claudio Birolini, que acompanha Bolsonaro, afirmou que o ex-presidente sofreu um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve. Michelle Bolsonaro, por sua vez, relatou nas redes sociais que o marido teve uma crise durante o sono, caiu e bateu a cabeça em um móvel dentro do quarto onde permanece detido. Segundo ela, como o local fica fechado, o atendimento só ocorreu quando agentes foram chamá-lo para a visita. Michelle afirmou ainda que aguardava esclarecimentos sobre os primeiros socorros prestados.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos de prisão por golpe de Estado e outros crimes, em cela na sede da Polícia Federal. O episódio ocorre poucos dias após o ex-presidente receber alta hospitalar, depois de passar por uma cirurgia para correção de hérnias na região da virilha e por procedimentos para conter um quadro persistente de soluços durante o período do Natal.

Diante do histórico recente de saúde, a defesa de Bolsonaro chegou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar em caráter humanitário, alegando que o estado clínico do ex-presidente poderia ser agravado pelo cumprimento da pena em regime fechado. O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, e Bolsonaro retornou à sede da PF no dia 1º de janeiro.

A decisão tem sido alvo de críticas por parte da família Bolsonaro, que vem defendendo publicamente a adoção do regime domiciliar. Em carta divulgada nas redes sociais, o vereador Carlos Bolsonaro afirmou que a permanência do pai na Polícia Federal o expõe a “riscos”, reforçando o apelo por mudanças no cumprimento da pena.