Brasil registra primeiro caso da subvariante Ômicron XE, que pode ser mais contagiosa

A variante XE é uma combinação de duas cepas da Ômicron: BA.1 e BA.2.
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Foi identificado o caso de mais uma variante do novo coronavírus no Brasil. O Instituto Butantan informou que encontrou uma pessoa infectada com a subvariante denominada XE, que mistura duas modalidades da Ômicron.

O caso foi confirmado pelo Ministério da Saúde, que divulgou nota anunciando que recebeu a notificação do Instituto Butantan. A pasta acrescentou que “mantém o constante monitoramento do cenário epidemiológico da covid-19”.

A variante XE é uma combinação de duas cepas diferentes da Ômicron: BA.1 e BA.2. O primeiro caso foi mapeado na cidade de Londres, em janeiro deste ano. Segundo o Instituto Butantan, a taxa de crescimento da XE é 10% superior à da cepa BA.2.

Contudo, o Instituto informa que ainda não há evidências suficientes acerca de mudanças, vantagens e desvantagens da circulação a nova variante em aspectos como gravidade, transmissão e eficácia de vacinas já existentes.

Um laudo o qual o jornal o Globo teve acesso mostra que o paciente é um homem de 39 anos, que mora na capital paulista. A amostra foi coletada há um mês, em 7 de março. O caso é importado, isto é, veio de outro país, com “provável origem” da África do Sul, mostra o laudo. Outro documento mostra que o Butantan notificou a Rede Cievs na quarta-feira e que o paciente tem esquema vacinal completo.

Entre os sintomas apresentados, estão coriza, distúrbios de olfato e de paladar, dor de cabeça, tosse, febre e dor de garganta. Os sintomas começaram em 17 de fevereiro e o homem já está recuperado.

“No Brasil, no dia 06 de abril de 2022, foi notificado um (01) caso da variante recombinante XE, combinação das sublinhagens BA.1 e BA.2 da VOC Ômicron, no estado de São Paulo. O teste RTPCR positivo foi realizado no dia 07/03/22. O caso realizou tratamento domiciliar (Quadro 2). Os sequenciamentos foram relatados via relatório do Instituto Butantan e ainda não foi registrado no GISAID”, diz o documento.

“Esta subvariante parece ser 10% mais transmissível do que a BA.2, e mais contagiosa do que todas as variantes anteriores do SARS-CoV-2. Desde que foi descoberta, no Reino Unido, já foi diagnosticada na China, na Tailândia, agora no Brasil, mas a gente não sabe ainda a gravidade desta nova variante e a própria OMS, num relatório, destaca a necessidade de mais estudos” — pondera a epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, reforça que a população deve manter as medidas de prevenção — uso de máscara bem ajustada, distanciamento, ventilação de ambientes e vacinação — para barrar a Ômicron XE:

“As análises iniciais indicam uma vantagem na taxa de crescimento em comparação com BA.2, mas ainda são necessárias mais investigações”, informou, em nota.

Com informações do Globo e Agência Brasil

 

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