Butantan inicia produção da Coronavac no Brasil

Governador disse que Fábrica terá reforço de 120 novos profissionais para produção ininterrupta; meta é chegar a 1 milhão de doses por dia.
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O Governador João Doria confirmou o início da produção da vacina (Coronavac) do Instituto Butantan contra o coronavírus em solo brasileiro. O Governo de São Paulo estaria evitando citar que a vacina é chinesa e tenta emplacar a  marca “Vacina do Instituto Butantan”.

A manipulação e o envase do imunizante também serão feitos em turnos sucessivos, sete dias por semana, para que a produção diária em São Paulo alcance a capacidade máxima de até um milhão de doses por dia. O anúncio foi feito em entrevista coletiva nesta quinta-feira (10). Confira o vídeo abaixo:

Reprodutor de vídeo de: YouTube 

De acordo com Jornal Estadão, os resultados de eficácia ainda não foram apresentados à Anvisa, e o governo manteve a previsão de que eles sejam concluídos até o próximo dia 15. Foram contratados 120 técnicos para auxiliar na produção da vacina, que será feita "24 horas por dia e 7 dias por semana", aumentando sua capacidade de produção para 1 milhão de doses por dia.

Ainda segundo o Estadão, os estados que firmaram compra da Coronavac são Acre, Pará, Maranhão, Roraima, Piauí, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Sul. Ao todo, 276 municípios já formalizaram o interesse na compra do imunizante e, de acordo com Dimas Covas, presidente do Instituto Butantã, outros 912 também já manifestaram intenção de aquisição, que "deve ser formalizada nos próximos dias".

Na segunda, Doria já havia afirmado que São Paulo pretende começar o plano de imunização em 25 de janeiro. Horas após o anúncio de Doria na última segunda, a Anvisa afirmou, em nota, que só libera o uso da vacina após a análise de documentos, como os de dados de "fase 3" da pesquisa. "Nenhuma das quatro vacinas em desenvolvimento no Brasil apresentou protocolo de registro. Portanto nenhuma das quatro tem aval para uso amplo neste momento", disse o presidente Antônio Barra Torres, em entrevista à Jovem Pan.

Após passar pela Anvisa, a vacina ainda precisa receber um preço, o que é definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A análise desse órgão leva até 90 dias, em casos normais, mas a expectativa é de encurtar a análise para as vacinas contra a covid-19.

Na terça, João Doria e o ministro da Saúde se desentenderam durante uma reunião, após o governador cobrar uma posição da pasta em relação à compra da Coronavac. Em paralelo, especialistas ouvidos pelo Estadão afirmam que é possível distribuir a vacina, desde que ela seja aprovada por pelo menos uma de quatro agências reguladoras internacionais, graças a uma lei federal aprovada no início da pandemia.

Em novembro, um estudo divulgado na revista Lancet Infectious Diseases já havia atestado que a Coronavac produziu anticorpos em 97% dos voluntários, 28 dias após a sua aplicação. No Brasil, a vacina é testada em 13 mil voluntários espalhados por 16 centros de pesquisa de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Fonte: Estadão

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