Câmpus da Unesp de Ourinhos é consolidado e passa a ser chamado de Faculdade de Ciências, Tecnologia e Educação de Ourinhos

Câmpus de Ourinhos fazia parte das unidades experimentais da Unesp. Resolução oficializando alteração foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo, nesta quarta-feira, 5.
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A Unesp (Universidade Estadual Paulista) publicou, nesta quarta-feira, 5, no Diário Oficial do Estado de São Paulo, a Resolução Unesp 2, de 4/1/2022, que altera dispositivos do estatuto da universidade e oficializa a consolidação do até então câmpus “Experimental“ de Ourinhos, que agora passa a se chamar: Faculdade de Ciências, Tecnologia e Educação de Ourinhos, que conta com o curso de Geografia, desde 2003. Confira a página com a publicação abaixo:

O Campus da Unesp em Ourinhos foi criado em 2003, no processo de expansão da Universidade ocorrido naquele ano. Sob a denominação de "Unidade Diferenciada de Ourinhos", funcionou até 2006, ocasião em que as novas unidades passaram a constar no estatuto da Universidade, e recebeu a denominação de "Campus Experimental de Ourinhos".

A partir de hoje (5), com a publicação da Resolução Unesp 2/2022, passa a se denominar "FACULDADE DE CIÊNCIAS, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO DO CAMPUS DE OURINHOS".

Ao longo dos últimos 18 anos os campi Experimentais, especialmente o de Ourinhos, foram objeto de especulações de que a Universidade iria fechar essas Unidades, porém, com muita persistência de docentes, servidores e alunos do Campus, pudemos ver coroados os esforços no sentido de consolidar a Unidade.

Hoje na Unesp de Ourinhos tem o Coordenador Executivo do Campus, o Prof. Dr. Marcelo Dornelis Carvalhal e a Vice Coordenadora a Profa. Carla Cristina Reinaldo Gimenes de Sena.

No dia 16 de dezembro, o Conselho Universitário (CO) aprovou, por unanimidade, a consolidação dos cinco campi experimentais que seguiam nessa condição após o processo de expansão da Unesp implementado nas duas primeiras décadas deste século, oficializando a mudança de status das unidades localizadas nos campi de Itapeva, Ourinhos, Registro, Rosana e São João da Boa Vista.

A consolidação traz estabilidade para o funcionamento desses campi, integrados às cidades em que estão abrigados e com alguns trabalhos sociais bastante relevantes. Também abre perspectiva de avanços, tanto no plano acadêmico quanto administrativo, que podem favorecer docentes, técnico-administrativos e estudantes que atuam nessas localidades. Segundo o Estatuto da Unesp, câmpus experimental tem “caráter transitório” para o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão, o que na prática impunha limitações às unidades.

“Foi um dia histórico, no qual resgatamos a justiça com algumas unidades que foram formadas no início do século. Para essas unidades, migraram pessoas com muita vontade de contribuir com a Unesp, de construir a Universidade. Hoje esse colegiado resgata essa justiça e reconhece o valor de todos esses trabalhadores, docentes e técnico-administrativos, que dedicaram a sua carreira e apostaram nessas unidades”, afirmou o reitor Pasqual Barretti no fechamento da sessão do Conselho Universitário no mês passado. “Temos que olhar para frente. A partir de hoje, nós temos uma única Unesp. Não temos Unesp em duas categorias”, disse.

Promessa de campanha do reitor e da vice-reitora Maysa Furlan, a consolidação das unidades integradas a Itapeva, Ourinhos, Registro, Rosana e São João da Boa Vista foi classificada, por diferentes vozes, como um fato “histórico”, marcante na trajetória da Unesp. Quatro desses câmpus foram criados em 2003, com mais de uma dezena de turmas formadas nos cursos oferecidos por essas unidades –o câmpus de São João da Boa Vista, criado em 2013, também já tem turmas formadas. A discussão que culminou na expansão da Unesp neste século começou em 2001, no primeiro ano da gestão do reitor José Carlos Souza Trindade. Dos nove câmpus criados desde então, cinco seguiam na condição de “experimentais”, status transitório que deixa de existir.

Para obter a consolidação, os câmpus experimentais apresentaram, em detalhes, um projeto em que constavam, entre outras informações, as atividades realizadas nas unidades, informações sobre o corpo docente, a graduação, a pós-graduação, a pesquisa, a extensão universitária, a gestão e o nome da unidade após a consolidação. Todos os pareceristas que avaliaram os projetos foram favoráveis à consolidação.

As novas unidades formadas na Unesp com a consolidação dos câmpus experimentais são as seguintes: Instituto de Ciências e Engenharia (ICE), no câmpus de Itapeva; Faculdade de Ciências, Tecnologia e Educação (FCTE), no câmpus de Ourinhos; Faculdade de Ciências Agrárias do Vale do Ribeira, no câmpus de Registro; Faculdade de Engenharia e Ciências (FEC), no câmpus de Rosana; e Faculdade de Engenharia (FE), no câmpus de São João da Boa Vista (veja o quadro abaixo). “Teve o momento histórico da criação dos câmpus e o Conselho Universitário de hoje também está fazendo história. Existe um consenso de que, depois de todos estes anos, chegamos ao ponto de consolidar”, lembrou o professor Luis Carlos Ferreira de Almeida, do câmpus de Registro. “É um momento crucial, importante, histórico”, comemorou a docente Danielle Goveia, de Itapeva.

De acordo com o reitor Pasqual Barretti, a consolidação aprovada no CO é uma etapa de uma agenda planejada para essas unidades pela atual gestão, no sentido de dar condições para o fortalecimento do ensino, da pesquisa e da extensão nessas localidades, que também devem receber investimentos do programa “Unesp presente”, com o objetivo de viabilizar o retorno seguro às atividades presenciais nos câmpus.

“Quero agradecer a quem não desistiu de Ourinhos”, afirmou a docente Carla Cristina Gimenes de Sena, uma das líderes do processo de consolidação do câmpus. “Ourinhos está aberto para todas as parcerias, todos os projetos. A Faculdade de Ciências, Tecnologia e Educação dá as boas-vindas”, discursou.

Em sua fala, o professor Elmer Mateus Gennaro, do câmpus de São João da Boa Vista, lembrou a natureza multicâmpus da Unesp, uma “universidade que, por essência, é fruto de uma construção coletiva”. “Os caminhos percorridos por cada câmpus experimental foram singulares, mas comungaram muitas dificuldades, que foram sendo superadas. Avançamos paulatinamente, com um crescimento sustentável”, disse

Com informações do site da Unesp