Candidato a deputado estadual de Marília é roubado e mantido em cativeiro na capital

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O candidato a deputado estadual Thiago Zani (Solidariedade), que tem domicílio eleitoral em Marília (SP) (90 km de Ourinhos), foi vítima de extorsão e roubo em São Paulo. Ao menos um suspeito foi preso em flagrante na última quarta-feira, 7.

A vítima contou à polícia que ficou em dois diferentes cativeiros na capital paulista e que os bandidos tinham o objetivo de roubar dinheiro de campanha, de acordo com o boletim de ocorrência.

Ainda segundo o registro policial, Thiago disse que foi sequestrado na noite de terça-feira (6). O caso, porém, foi registrado como extorsão e roubo qualificado pelo uso de arma e privação de liberdade da vítima.

A Polícia Militar foi chamada para atender a uma ocorrência na Rua Pavão, localizada no bairro de Perus, inicialmente informada como roubo.

Thiago foi localizado após sua soltura e disse que os bandidos exigiram valores, cartões bancários, seus dois celulares, notebook e carro, que foi encontrado próximo do primeiro cativeiro, alvo de um incêndio, que foi controlado antes da destruição total do veículo.

Segundo o BO, a vítima não soube dizer o valor movimentado de sua conta bancária, acreditando que foram cerca de R$ 500, mas os bandidos sabiam que ela era candidata a deputado estadual e queriam o dinheiro da campanha.

Thiago disse que foi rendido pelos criminosos após ser atraído por uma mulher que entrou em contato pelo WhatsApp se colocando à disposição para ajudar na campanha eleitoral dele. O candidato contou que foi até lá para levar material de campanha.

A equipe da PM conseguiu identificar o endereço do cativeiro, no bairro Jaraguá, onde estava o suspeito, cujas características batiam com a descrição feita pela vítima. Ele negou participação no crime, mas acabou reconhecido pelo próprio candidato. Thiago disse que ele era o mais violento.

O local foi periciado, assim como o veículo, para auxiliar na investigação dos demais envolvidos. Segundo o registro policial, o segundo cativeiro para onde Thiago foi levado antes de ser solto não foi descoberto.

"Quando os bandidos viram que não tinha dinheiro na conta de campanha, e poucas quantias nas minhas contas pessoais, disseram que iriam me matar e me levaram para o segundo cativeiro, mas eu os convenci a me soltarem", contou.

Segundo Thiago, há suspeitas por parte da Polícia Civil de que se trata de uma quadrilha especializada em extorquir pessoas e mantê-las em cativeiro após serem atraídas em diferentes tipos de golpes.

As informações são do g1

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