A Justiça Eleitoral divulgou os limites de gastos para os candidatos aos cargos de prefeito e vereador. Em Ourinhos, os concorrentes à Prefeitura poderão gastar até R$340.618,27. Já quem pleiteia uma cadeira na Câmara não pode ultrapassar R$91.598,62 com despesas de campanha.
Tradicionalmente as campanhas em Marília são mais caras do que Assis (70 km de Ourinhos). Na cidade vizinha – população um pouco menor – os gastos na corrida para a Prefeitura não podem passar de R$ 237.973,99 e para vereadores é de R$32.488,14.
Os limites foram estabelecidos em lei, com base em média histórica. A partir de 1997 os valores passaram a ser corrigidos a cada pleito pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A tabela pode ser acessada no link: (clique aqui).
Nas últimas eleições, em 2016, em Ourinhos, a campanha mais cara foi a do ex-prefeito Toshio Misato, que concorreu pelo PSDB e obteve 14.328 votos (26,08 %), conforme o sistema DivulgaContas (clique aqui), da Justiça Eleitoral. O engenheiro declarou ter desembolsado R$233.551,24, sendo que o limite de gastos em 2016 era de R$298.999,42. Confira abaixo algumas informações de Toshio daquelas eleições abaixo:

Do montante gasto, segundo sua declaração, R$ 10.803,91 foram investidos do próprio bolso, o que correspondeu a 8.03% do total. Confira os rankings abaixo:

A campanha do atual prefeito Lucas Pocay (PSD) foi a segunda mais cara, conforme o sistema. Lucas, que teve 34.247 votos (62,34%), declarou ter contratado despesas na ordem de R$106.255,81.

No site, Lucas aparece como Jornalista e Redator, sendo que na verdade ele seria formado em Direito.
Lucas não investiu um centavo do próprio bolso na campanha de 2016, mas recebeu doações de parentes:

A campanha do farmacêutico Mário Ferreira, pelo PT, teria custado R$15.514,50. Mário, que foi o terceiro mais votado com 3.546 (6,46%), chegou a arrecadar R$24.804,00, sendo que só ele colocou R$22.500,00 (90.71%), porém ele recebeu algumas doações e teve a sobra de R$7.885,50. Confira os dados dele no ranking abaixo:


Também concorreu ao cargo de prefeito, em 2016, o professor Róbson Sanches (Patriotas), que na época estava no PRTB e teve a quarta maior votação, 2812 votos (5,12%). Sanches foi o que menos teria gastado, com o valor de R$200,02, oriundo de doação. O professor não teria gasto nem R$1 do seu bolso. Confira alguns dados:


Região
Em Santa Cruz do Rio Pardo, os candidatos a prefeito não poderão gastar mais que R$182.086,81, segundo os números divulgados pela Justiça Eleitoral. O limite para os concorrentes à Câmara será de R$32.448,49.
Para os municípios de Salto Grande, Chavantes, Ribeirão do Sul, Ipaussu, Bernardino de Campos, Ibirarema e Canitar, os tetos para este ano ficaram iguais em 123.077,42 para a chapa de prefeito e 12.307,75 para candidaturas a vereador.
Nas duas maiores cidades do Centro-Oeste Paulista, Bauru e Marília. Os candidatos a prefeito poderão gastar uma bolada em Marília: R$ 2.557.227,01 e R$ 212.581,89 é o teto para os candidatos a vereador. Em Bauru que tem dois turnos o teto é menor; de R$ 850.294,03 para candidatos a prefeito e R$171.257,10 para os vereadores.




