Caseiro é preso pela morte do empresário Gervasio Tadao Nagahama após corpo ser encontrado enterrado no interior de SP

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A Polícia Civil do Estado de São Paulo prendeu neste domingo (8) o caseiro da fazenda do empresário Gervasio Tadao Nagahama, encontrado morto após dias desaparecido em Pilar do Sul. O suspeito, Giovani Gomes de Souza, de 26 anos, foi indiciado por homicídio.

De acordo com informações divulgadas em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (9), em Sorocaba, o delegado Rodrigo Ayres, responsável pelo caso, explicou que o pedido de prisão temporária do suspeito havia sido expedido ainda na sexta-feira (6).

O empresário, de 45 anos, estava desaparecido desde 27 de fevereiro, quando saiu para uma reunião de negócios. Após seis dias de buscas, seu corpo foi localizado na quinta-feira (5), enterrado em uma vala na zona rural de Pilar do Sul, em uma área próxima a um rio. A localização ocorreu durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil e a Guarda Civil Municipal.

Durante as buscas, os investigadores também encontraram o carro do empresário carbonizado no domingo (1º), na Estrada Rafael Francisco de Morais, o que reforçou as suspeitas de crime.

A polícia divulgou ainda um vídeo que mostra o momento em que as equipes realizavam a escavação no local e encontraram o corpo da vítima. Segundo o delegado, as investigações continuam e a polícia aguarda os laudos da perícia e do Instituto Médico Legal, que devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.

A morte de Gervasio causou grande comoção nas redes sociais. A agência de viagens fundada pelo empresário publicou uma nota lamentando a perda e destacando o legado deixado por ele.

O corpo do empresário foi sepultado na tarde de sexta-feira (6) no Cemitério Municipal São João Batista. Não houve cerimônia de velório. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime.

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De acordo com o delegado responsável pelas investigações do caso, Rodrigo Ayres, Giovani trabalhava e morava na fazenda do empresário. Conforme o delegado, ele vendeu 1,5 mil caixas de cereais sem a autorização da vítima.

As investigações apontaram que, com a venda das cereais, o caseiro faturou R$ 10 mil. Ao descobrir, Gervasio solicitou o dinheiro obtido e, caso não recebesse, registraria um boletim de ocorrência contra o rapaz. O empresário foi enforcado até a morte durante uma emboscada, informou o delegado.

Ayres ainda pontua que o corpo de Gervasio foi enterrado na vala com a ajuda de uma retroescavadeira. Giovani cavou um buraco de cinco metros e fugiu com o carro do empresário, que foi encontrado carbonizado em uma estrada rural da cidade ainda no dia 1° de março.

"Pode ter havido uma asfixia, ou até mesmo um enforcamento. Quando localizamos o corpo, ele estava com uma camisa amarrada no pescoço. Quem realmente poderá afirmar é o laudo técnico da perícia e do IML", diz.
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