Dois dos quatro jovens foragidos pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, entregaram-se à polícia nesta terça-feira (3). Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, compareceram a delegacias da Zona Sul do Rio após a 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente aceitar a denúncia do Ministério Público (MPRJ).
Agora réus, os envolvidos responderão por estupro com o agravante de a vítima ser menor de idade e por cárcere privado. O MPRJ destacou a "brutalidade dos atos sexuais" e a violência empregada no crime, ocorrido em 31 de janeiro.
O paradeiro dos envolvidos
A defesa dos acusados já havia tentado pedidos de habeas corpus, que foram indeferidos pelo desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal.
Agora réus, os envolvidos responderão por estupro com o agravante de a vítima ser menor de idade e por cárcere privado. O MPRJ destacou a "brutalidade dos atos sexuais" e a violência empregada no crime, ocorrido em 31 de janeiro.
O paradeiro dos envolvidos
A defesa dos acusados já havia tentado pedidos de habeas corpus, que foram indeferidos pelo desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal.
- Custodiados: Mattheus Verissimo (12ª DP) e João Gabriel (10ª DP) permaneceram em silêncio durante os interrogatórios.
- Foragidos: Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18) e Vitor Hugo Oliveira Simonin (18) seguem sendo procurados. Segundo o delegado Angelo Lages, há uma intenção sinalizada pela defesa de que todos se entreguem.
- Menor de idade: Um quinto envolvido, ex-namorado da vítima, teve o processo desmembrado para a Vara da Infância e da Juventude por ato infracional análogo ao crime.
Novas denúncias e o "Modus Operandi"
Entre segunda e terça-feira, o caso ganhou novas proporções com o surgimento de mais duas vítimas.
Entre segunda e terça-feira, o caso ganhou novas proporções com o surgimento de mais duas vítimas.
- Uma jovem de 17 anos relatou ter sido estuprada pelo grupo em 2021, quando tinha apenas 14 anos. O crime teria ocorrido na casa de Mattheus Verissimo e teria sido filmado e divulgado.
- Outra jovem compareceu à 12ª DP nesta terça (3) para denunciar Vitor Hugo Oliveira Simonin por violência sexual.
Repercussão no Governo
Vitor Hugo, um dos foragidos, é filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário estadual de Governança. Em nota, a secretária de Desenvolvimento Social, Rosangela Gomes, expressou "profunda indignação" e afirmou que a pasta da Mulher já oferece suporte jurídico e psicológico à vítima de 17 anos. O Governo do Estado do Rio também emitiu nota repudiando a "barbárie".
Dinâmica do Crime e Provas
Segundo o inquérito, a vítima foi atraída ao apartamento por um ex-namorado (menor de idade). No local, ela foi levada a um quarto onde os outros quatro réus entraram. Apesar de ter recusado o ato coletivo, a jovem relatou ter sido forçada a praticar sexo oral e sofrido penetração por todos, acompanhada de agressões físicas.
Vitor Hugo, um dos foragidos, é filho de José Carlos Costa Simonin, subsecretário estadual de Governança. Em nota, a secretária de Desenvolvimento Social, Rosangela Gomes, expressou "profunda indignação" e afirmou que a pasta da Mulher já oferece suporte jurídico e psicológico à vítima de 17 anos. O Governo do Estado do Rio também emitiu nota repudiando a "barbárie".
Dinâmica do Crime e Provas
Segundo o inquérito, a vítima foi atraída ao apartamento por um ex-namorado (menor de idade). No local, ela foi levada a um quarto onde os outros quatro réus entraram. Apesar de ter recusado o ato coletivo, a jovem relatou ter sido forçada a praticar sexo oral e sofrido penetração por todos, acompanhada de agressões físicas.
- Imagens: Câmeras do prédio mostram o menor "comemorando" após a saída da vítima.
- Perícia: O laudo de corpo de delito confirmou lesões genitais, sangramento e hematomas compatíveis com violência física.
O que diz a defesa: A defesa de João Gabriel Bertho nega o estupro, alegando que a presença dos rapazes foi permitida pela jovem e que mensagens de texto comprovariam o conhecimento prévio da reunião. Os advogados contestam ainda a falta de depoimento prévio do réu antes do pedido de prisão.





