Corpo encontrado em Rio Pardo em Ourinhos pode ser de homem de 40 anos desaparecido desde quarta-feira passada

Familiares reconheceram um colar e procuraram a polícia, que aguarda por exames para a confirmação da identidade. Morte foi por afogamento, atestou laudo.
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O corpo, já em decomposição, que foi encontrado neste domingo, 4, às margens do Rio Pardo, em Ourinhos, pode ser de Anderson Cordeiro Sobral, de 40 anos (foto acima), que está desaparecido desde quarta-feira, 30. A informação foi confirmada por familiares do rapaz nas redes sociais nesta segunda-feira, 5, que reconheceram um colar, encontrado com o cadáver, que estava boiando no rio. O corpo permanece no IML (Instituto Médico Legal).

Porém, a Polícia Civil precisa da conclusão de exames de constatação para poder confirmar a identidade do corpo. O Passando a Régua conversou na manhã desta terça-feira, 6, com delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais de Ourinhos), Dr. João Beffa, que afirmou que ainda não é possível cravar que o corpo é de Anderson. Segundo Beffa, os peritos estão tentando colher as impressões digitais, mas se não for possível, somente um exame de DNA poderá confirmar a identificação, o que pode demorar até quatro meses para ficar pronto. Confira a entrevista na íntegra mais abaixo:

O que já possível afirmar, é que o homem morreu afogado e não foram encontrados vestígios de violência no corpo. O caso é investigado.

Sobre Anderson

No último sábado, 3, familiares de Anderson estiveram na CPJ (Central de Polícia Judiciária de Ourinhos) e registram um boletim de ocorrência de desaparecimento. O registro foi assinado por uma mulher de 77 anos, informando que Anderson Cordeiro Sobral é o seu o enteado e estava morando em sua casa há uns oito meses, vindo do estado de Mato Grosso, sob o pretexto de cuidar dela, que está doente.

 A mulher contou ainda, que Anderson saiu de casa na última quarta-feira, por volta de 16h30 e disse que ia caminhar e depois passar no caixa eletrônico do Supermercado São Judas, da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), onde iria depositar o valor de R$1.400,00 na conta dela, o que não aconteceu.

A idosa disse também que Anderson estava fazendo tratamento para ansiedade com remédios controlados e ele estava em atraso do pagamento da pensão alimentícia da filha há três meses, e poderia estar querendo "fugir à responsabilidade".