O ambiente interno do Supremo Tribunal Federal (STF) se deteriorou após a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria das investigações envolvendo o Banco Master. A crise foi intensificada pela publicação, nesta sexta-feira (13), de uma reportagem do Poder360 que detalhou, com riqueza de informações, reuniões reservadas entre ministros da Corte.
Segundo relatos obtidos pelo blog da GloboNews, parte significativa do conteúdo divulgado reproduz frases literais ditas durante os encontros, o que levou ministros a suspeitarem que as conversas teriam sido gravadas ou que informações tenham sido repassadas por alguém presente nas reuniões. Alguns trechos, no entanto, teriam sido distorcidos, segundo integrantes do tribunal.
Três reuniões ocorreram na quinta-feira: uma reservada antes da sessão plenária, com a presença do presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, além de Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia; e duas após a sessão, sem a presença de assessores — apenas os magistrados. Ministros ouvidos relataram sensação de quebra de confiança e classificaram o vazamento como “traição”.
Como a reportagem traz um relato considerado favorável a Toffoli, parte dos ministros passou a suspeitar do colega, hipótese negada por ele. À GloboNews, o ministro afirmou que a acusação é “totalmente inverídica” e declarou que jamais gravou qualquer pessoa.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Fellipe Sampaio/STF
De acordo com o Poder360, oito dos dez ministros teriam defendido a permanência de Toffoli na relatoria do inquérito que apura supostas fraudes financeiras do banco ligado ao empresário Daniel Vorcaro. Apenas Fachin e Cármen Lúcia teriam se posicionado pela saída. Ainda segundo o relato, após ponderações sobre o contexto político do caso, Toffoli decidiu se afastar da condução do processo.
Com a desistência, o ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator. Indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Mendonça já se reuniu com delegados da Polícia Federal para se inteirar do andamento das investigações. A substituição evitou eventual declaração formal de suspeição de Toffoli e preservou os atos já praticados no inquérito.
A divulgação do conteúdo das reuniões aprofundou o mal-estar na Corte. Integrantes do STF avaliam que, independentemente de ter havido gravação, o repasse de falas internas à imprensa representa uma grave quebra de confiança entre os ministros.
Segundo relatos obtidos pelo blog da GloboNews, parte significativa do conteúdo divulgado reproduz frases literais ditas durante os encontros, o que levou ministros a suspeitarem que as conversas teriam sido gravadas ou que informações tenham sido repassadas por alguém presente nas reuniões. Alguns trechos, no entanto, teriam sido distorcidos, segundo integrantes do tribunal.
Três reuniões ocorreram na quinta-feira: uma reservada antes da sessão plenária, com a presença do presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, além de Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia; e duas após a sessão, sem a presença de assessores — apenas os magistrados. Ministros ouvidos relataram sensação de quebra de confiança e classificaram o vazamento como “traição”.
Como a reportagem traz um relato considerado favorável a Toffoli, parte dos ministros passou a suspeitar do colega, hipótese negada por ele. À GloboNews, o ministro afirmou que a acusação é “totalmente inverídica” e declarou que jamais gravou qualquer pessoa.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Fellipe Sampaio/STF
De acordo com o Poder360, oito dos dez ministros teriam defendido a permanência de Toffoli na relatoria do inquérito que apura supostas fraudes financeiras do banco ligado ao empresário Daniel Vorcaro. Apenas Fachin e Cármen Lúcia teriam se posicionado pela saída. Ainda segundo o relato, após ponderações sobre o contexto político do caso, Toffoli decidiu se afastar da condução do processo.
Com a desistência, o ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator. Indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Mendonça já se reuniu com delegados da Polícia Federal para se inteirar do andamento das investigações. A substituição evitou eventual declaração formal de suspeição de Toffoli e preservou os atos já praticados no inquérito.
A divulgação do conteúdo das reuniões aprofundou o mal-estar na Corte. Integrantes do STF avaliam que, independentemente de ter havido gravação, o repasse de falas internas à imprensa representa uma grave quebra de confiança entre os ministros.




