Dani Alonso pode se tornar a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa de São Paulo

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A deputada estadual Dani Alonso (PL), representante da região de Ourinhos, poderá fazer história ao se tornar a primeira mulher a ocupar a presidência da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Após conquistar a reeleição com 155.573 votos, Dani passou a ser mencionada nas articulações políticas para a escolha do próximo presidente do Legislativo paulista, cujo mandato terá início em 2027.

Segundo as informações divulgadas por sua equipe, a parlamentar foi a deputada estadual mais votada do interior de São Paulo e a segunda mulher mais votada do Partido Liberal (PL) no estado.

O nome de Dani também teria aparecido, nesta quarta-feira (14), em reportagens da CNN Brasil e da Jovem Pan, entre os possíveis nomes para a disputa pela presidência da Assembleia.

Embora ainda não exista uma definição sobre quem comandará a Casa, a possibilidade de uma mulher assumir a função pela primeira vez coloca a deputada da região de Ourinhos entre os nomes em discussão.

PL terá maior bancada da Assembleia
Um dos fatores que podem influenciar a escolha do próximo presidente é a composição partidária da Alesp.

O Partido Liberal conquistou 27 das 94 cadeiras para a próxima legislatura, formando, conforme os resultados informados, a maior bancada da Assembleia.

Atualmente, a presidência é ocupada pelo deputado André do Prado (PL), eleito senador nas eleições de 4 de outubro.

A escolha de seu sucessor deverá envolver negociações entre os partidos e os deputados estaduais que integrarão a nova legislatura.

Apesar da força numérica do PL, a presidência não é definida automaticamente pela maior bancada. A eleição depende da articulação política e dos votos dos parlamentares.

Assembleia poderá ter uma mulher na presidência pela primeira vez
Outro aspecto destacado nas discussões é o aumento da representação feminina no Legislativo paulista.

De acordo com os números apresentados, a quantidade de mulheres eleitas passou de 25 deputadas em 2022 para 28 em 2026, entre as 94 cadeiras da Assembleia.

A participação feminina informada para a próxima legislatura corresponde a aproximadamente 29,8% das cadeiras.

Nesse cenário, a eleição de uma mulher para presidir a Alesp representaria um marco na história da instituição.

Proximidade com Tarcísio e experiência legislativa entram nas articulações
Dani Alonso também é apontada por seus aliados como uma parlamentar próxima do governador Tarcísio de Freitas.

Essa relação é citada entre os fatores que poderiam favorecer sua participação nas negociações para o comando da Assembleia, especialmente em questões relacionadas à interlocução entre os poderes Executivo e Legislativo.

Durante seu primeiro mandato, Dani participou de comissões parlamentares e presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Seus apoiadores também destacam a experiência adquirida nas atividades legislativas e o relacionamento com integrantes de diferentes grupos políticos da Assembleia.

Esses fatores são apresentados como argumentos favoráveis à sua eventual candidatura, mas ainda não representam compromisso de apoio dos demais deputados.
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