Deputado Guilherme Derrite reúne público em palestra em Ourinhos

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O Centro Universitário UniFIO recebeu na manhã desta quarta-feira, 8, a palestra "O Desafio da Segurança Pública no Brasil: Diagnóstico e Perspectivas para o Futuro", ministrada pelo deputado federal e ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (Progressistas). O evento, que contou com a cobertura do Passando a Régua, atraiu autoridades locais, estudantes e profissionais da segurança pública da região.

Ao término da apresentação, Derrite abriu espaço para questionamentos do público e da imprensa. Em suas respostas, o parlamentar adotou um tom crítico às legislações penais vigentes e defendeu reformas profundas no ordenamento jurídico brasileiro.

Defesa das Polícias Municipais e Integração Tecnológica
Um dos momentos de maior destaque na sabatina ocorreu quando o Guarda Civil Municipal (GCM) Teixeira, que atua em Ourinhos, questionou o deputado sobre o papel das guardas e os investimentos voltados à região, além da viabilidade do programa estadual SP Mulher Segura.

Derrite se autodeclarou o "maior incentivador" do fortalecimento e da integração das Guardas Municipais, utilizando abertamente o termo "Polícia Municipal".

"Como secretário de Segurança Pública, eu fui o primeiro do Estado a fornecer alertas para as polícias municipais. Abri a 'caixa preta' de dados da secretaria e forneci para os municípios que fizeram o convênio conosco através do aplicativo Muralha Connect", afirmou o deputado.

O ex-secretário destacou que o programa Muralha Paulista — focado no controle de mobilidade criminal e reconhecimento facial — foi crucial para explodir os índices de captura de criminosos procurados pela Justiça. Segundo ele, na capital paulista, a média de capturas saltou de 30 para 300 indivíduos por mês após a integração das bases.

Como proposta de melhoria, o parlamentar defendeu uma central de emergência única que integre o COPOM e as forças municipais para evitar o desperdício de energia em ocorrências duplicadas, nos moldes do modelo adotado nos Estados Unidos.

Críticas ao Sistema Penal e os Impactos da Lei Antifacção
Ao responder à imprensa, Derrite defendeu firmemente a Redução da Maioridade Penal, alegando que pesquisas indicam um apoio de 83% da população à Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Ele também teceu duras críticas à soltura de grandes traficantes em audiências de custódia e detalhou os primeiros efeitos da recém-implementada Lei Antifacção. De acordo com ele, a nova legislação criminaliza condutas severas com penas mínimas de 20 anos — podendo chegar a 80 anos —, exigindo o cumprimento de pelo menos 70% da pena em regime fechado.

"Pela Lei Antifacção, o indivíduo condenado a 20 anos vai ficar no mínimo 14 anos preso em regime fechado. E se for líder de organização criminosa (como PCC ou Comando Vermelho), vai cumprir direto no sistema federal, sem auxílio-reclusão, sem visita íntima e com contato monitorado", explicou.

O deputado celebrou ainda as medidas assecuratórias da lei que permitem ao Ministério Público sufocar financeiramente o crime organizado, extinguindo CNPJs de fintechs utilizadas para lavagem de dinheiro antes mesmo do trânsito em julgado da ação penal.

Derrite lidera pesquisa ao Senado em cenário ainda aberto
A expressiva agenda política de Guilherme Derrite pelo interior paulista reflete o bom momento do pré-candidato nas pesquisas de opinião para as eleições de 2026.

Segundo o mais recente levantamento do Instituto Veritá, realizado entre 1º e 5 de julho de 2026, Derrite lidera a corrida por uma vaga ao Senado Federal no Estado de São Paulo. Nos votos válidos (onde se excluem os indecisos), o deputado registra 24,9%, abrindo vantagem sobre os principais concorrentes.

O cenário geral dos votos válidos aponta:
  • Guilherme Derrite (Progressistas): 24,9%
  • André do Prado (PL): 18,6%
  • Simone Tebet (MDB): 18,1%
  • Marina Silva (Rede): 17,9%
  • Delegado Palumbo (Podemos): 8,2%
  • Marcio França (PSB): 3,3%
  • Ricardo Salles (Novo): 2,8%
  • Geraldo Rufino (Podemos): 1,6%
  • Paulinho da Força (Solidariedade): 0,2%
Espaço para Mudanças
Apesar da liderança isolada de Derrite, o Instituto Veritá ressalta que o cenário paulista continua amplamente indefinido. Quando contabilizados os eleitores indecisos, o percentual de paulistas que ainda não escolheram seu candidato ao Senado chega a expressivos 53,9%. Na amostragem total (incluindo os indecisos), Derrite soma 11,2% das intenções de voto, seguido por André do Prado (8,3%), Simone Tebet (8,1%) e Marina Silva (8%).

A pesquisa Veritá ouviu 2.000 eleitores no estado, possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, estando devidamente registrada sob o número SP-09023/2026 / TSE-BR-04161/2026.
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