Diarista presa por matar casal de idosos em BH confessou o crime e vendeu joias das vítimas por R$ 3,3 mil, diz polícia

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A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 37 anos, presa na madrugada desta quinta-feira (2), em um hotel de Itabira (MG), confessou à Polícia Civil o assassinato de um casal de idosos em um apartamento no bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo as investigações, além dos homicídios, ela roubou joias e celulares das vítimas e vendeu os objetos por R$ 3,3 mil.

As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. Conforme a perícia, o advogado foi atingido por 17 facadas e a esposa por sete golpes.

De acordo com o delegado Felipe Freitas, a família ainda não conseguiu identificar todos os bens levados do apartamento, nem estimar o valor do prejuízo. Entre os objetos já identificados estão relógios, anéis, braceletes e colares de ouro, além dos celulares do casal. Segundo a investigação, Paola vendeu os itens na Praça 7, região central de Belo Horizonte, por R$ 3.300.

A prisão ocorreu em um hotel na cidade de Itabira, onde a suspeita estava acompanhada do filho de seis anos. Segundo o delegado Gustavo Barletta, a Polícia Civil localizou a mulher ainda na quarta-feira (1º) e passou a monitorar seus deslocamentos antes de efetuar a prisão. Ela não ofereceu resistência e afirmou aos policiais que já esperava ser detida devido à grande repercussão do caso.



Confissão
Durante o interrogatório, Paola confessou os crimes. Segundo a Polícia Civil, ela declarou que foi ao apartamento para trabalhar como diarista, sem a intenção inicial de cometer um roubo. Entretanto, ao ver os objetos de valor existentes na residência, decidiu furtá-los.

Questionada sobre o motivo dos assassinatos, alegou ter sofrido um "surto psicótico". No entanto, ao prestar depoimento formal no auto de prisão em flagrante, optou por permanecer em silêncio.

A suspeita também negou que o crime tenha sido motivado por dívidas relacionadas a jogos de azar. Conforme relato aos investigadores, os débitos que possuía já teriam sido quitados, e o dinheiro obtido com a venda dos objetos seria utilizado apenas para despesas pessoais.

Dinâmica do crime
Segundo a versão apresentada por Paola à polícia, ela dopou o casal utilizando quatro comprimidos de um medicamento de uso pessoal antes de atacá-los.

Ela afirmou que o advogado acordou durante a ação e tentou reagir, sendo empurrado de volta para a cama, onde foi esfaqueado diversas vezes. Em seguida, a empresária também despertou e acabou sendo morta a facadas. De acordo com os investigadores, o relato é compatível com os ferimentos de defesa encontrados nas vítimas durante a perícia.

Após os assassinatos, a mulher teria tomado banho no apartamento, trocado de roupa e deixado o local carregando bolsas, mochilas e diversos pertences do casal. Imagens de câmeras de segurança registraram sua entrada no prédio pela manhã e sua saída horas depois com os objetos.

A faca utilizada no crime, encontrada na própria residência das vítimas, foi lavada pela suspeita e escondida dentro do apartamento. O objeto será submetido à perícia.

Investigações continuam
A Polícia Civil prossegue com as investigações para localizar os bens furtados e esclarecer se houve participação de outras pessoas no crime.
Embora Paola tenha afirmado que o homem que a aguardava em um veículo nas proximidades do prédio era apenas um motorista de aplicativo, a polícia informou que essa versão ainda está sendo apurada.

Defesa
Em nota, a defesa de Paola Stefany Neto Cirino informou que apresentará seus argumentos no momento oportuno, durante o andamento do processo, e defendeu que eventual responsabilização da investigada seja definida pela Justiça, sem influência de julgamentos antecipados motivados pela repercussão do caso.
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