O mercado financeiro brasileiro iniciou esta segunda-feira (26) com fortes oscilações após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato, confirmada no domingo (25). O dólar disparou, enquanto a Bolsa de Valores brasileira registrou uma queda acentuada, levando à interrupção temporária das negociações.
Por volta das 12h, o dólar comercial apresentava alta de 9,29%, cotado a R$ 5,4568. Durante a manhã, a moeda americana chegou a atingir R$ 5,6048, na máxima do dia.
Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, sofreu uma queda superior a 10% logo nos primeiros minutos do pregão, provocando o acionamento do mecanismo conhecido como circuit breaker, que suspende temporariamente as negociações para conter movimentos bruscos do mercado.
Após uma interrupção de 30 minutos, os negócios foram retomados, mas o índice chegou a registrar perdas superiores a 17%. Perto do meio-dia, o Ibovespa recuava 15,81%, aos 172.669 pontos.
Vitória de Lula surpreende parte dos investidores
A forte reação do mercado ocorreu após a confirmação da vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
O presidente foi reeleito com aproximadamente 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% do adversário.
Como pesquisas divulgadas nas semanas anteriores apontavam vantagem de Flávio Bolsonaro, a vitória do petista contrariou as expectativas de parte dos investidores, que passaram a reavaliar suas projeções para a economia brasileira.
Entre as principais preocupações estão a condução da política fiscal, o controle das despesas públicas, a trajetória da dívida e as perspectivas para as taxas de juros e o câmbio.
“O principal foco dos investidores será a condução da política fiscal no quarto mandato de Lula. A trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das metas fiscais serão determinantes para a confiança dos agentes econômicos”, afirmou Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.
Os juros futuros, que refletem as expectativas do mercado para as taxas de juros nos próximos meses e anos, também registraram forte alta, principalmente nos contratos de prazos mais longos.
O que é o circuit breaker?
O circuit breaker é um mecanismo de proteção utilizado pela B3, a Bolsa de Valores brasileira, para interromper temporariamente as negociações em momentos de quedas muito acentuadas.
Pelas regras habituais, quando o Ibovespa cai 10% em relação ao fechamento anterior, os negócios são suspensos por 30 minutos. Caso a queda alcance 15% após a retomada, uma nova interrupção pode ocorrer, desta vez por uma hora.
Entretanto, nesta segunda-feira, a B3 anunciou uma alteração excepcional, estabelecendo o limite de 20% para um segundo acionamento do mecanismo.
A última vez que a Bolsa brasileira havia acionado o circuit breaker foi em março de 2020, durante a crise provocada pela pandemia de Covid-19.
Ações brasileiras também sofrem perdas no exterior
A reação negativa não ficou restrita ao mercado brasileiro.
O EWZ, principal fundo negociado nos Estados Unidos que acompanha ações de empresas brasileiras, registrava queda de 26,16% antes da abertura do mercado americano.
Na Argentina, o índice MSCI Merval também apresentava perdas, com recuo de aproximadamente 4,50% perto das 12h.
O movimento ocorreu em meio à repercussão do resultado eleitoral brasileiro, considerando a importância econômica do Brasil para os países vizinhos.
Possível disputa judicial também preocupa investidores
Outro fator acompanhado pelo mercado é a possibilidade de questionamentos judiciais sobre o resultado das eleições.
Após a derrota, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhece o resultado e que pretende pedir a anulação do pleito, criticando a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prorrogação do horário de votação em determinadas seções eleitorais.
Especialistas avaliam que eventuais disputas judiciais podem ampliar as incertezas políticas e contribuir para a volatilidade dos ativos financeiros.
Mercado acompanha juros e contas públicas
Além do cenário político, investidores acompanham a divulgação do Boletim Focus, que reúne as projeções de instituições financeiras para inflação, crescimento econômico, câmbio e juros.
As estimativas divulgadas nesta segunda-feira ainda não refletem a reação à reeleição de Lula, pois foram coletadas até sexta-feira (23).
No cenário internacional, as atenções estão voltadas para as decisões de juros dos principais bancos centrais, especialmente o Federal Reserve, dos Estados Unidos, e para os preços do petróleo, influenciados pelas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã.
As fortes oscilações registradas nesta segunda-feira representam uma reação inicial dos investidores ao resultado eleitoral e às incertezas sobre os próximos passos da política econômica brasileira.
Os valores do dólar e do Ibovespa apresentados nesta reportagem são parciais, registrados por volta das 12h desta segunda-feira (26), e podem sofrer alterações até o fechamento do mercado
Por volta das 12h, o dólar comercial apresentava alta de 9,29%, cotado a R$ 5,4568. Durante a manhã, a moeda americana chegou a atingir R$ 5,6048, na máxima do dia.
Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, sofreu uma queda superior a 10% logo nos primeiros minutos do pregão, provocando o acionamento do mecanismo conhecido como circuit breaker, que suspende temporariamente as negociações para conter movimentos bruscos do mercado.
Após uma interrupção de 30 minutos, os negócios foram retomados, mas o índice chegou a registrar perdas superiores a 17%. Perto do meio-dia, o Ibovespa recuava 15,81%, aos 172.669 pontos.
Vitória de Lula surpreende parte dos investidores
A forte reação do mercado ocorreu após a confirmação da vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
O presidente foi reeleito com aproximadamente 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% do adversário.
Como pesquisas divulgadas nas semanas anteriores apontavam vantagem de Flávio Bolsonaro, a vitória do petista contrariou as expectativas de parte dos investidores, que passaram a reavaliar suas projeções para a economia brasileira.
Entre as principais preocupações estão a condução da política fiscal, o controle das despesas públicas, a trajetória da dívida e as perspectivas para as taxas de juros e o câmbio.
“O principal foco dos investidores será a condução da política fiscal no quarto mandato de Lula. A trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das metas fiscais serão determinantes para a confiança dos agentes econômicos”, afirmou Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.
Os juros futuros, que refletem as expectativas do mercado para as taxas de juros nos próximos meses e anos, também registraram forte alta, principalmente nos contratos de prazos mais longos.
O que é o circuit breaker?
O circuit breaker é um mecanismo de proteção utilizado pela B3, a Bolsa de Valores brasileira, para interromper temporariamente as negociações em momentos de quedas muito acentuadas.
Pelas regras habituais, quando o Ibovespa cai 10% em relação ao fechamento anterior, os negócios são suspensos por 30 minutos. Caso a queda alcance 15% após a retomada, uma nova interrupção pode ocorrer, desta vez por uma hora.
Entretanto, nesta segunda-feira, a B3 anunciou uma alteração excepcional, estabelecendo o limite de 20% para um segundo acionamento do mecanismo.
A última vez que a Bolsa brasileira havia acionado o circuit breaker foi em março de 2020, durante a crise provocada pela pandemia de Covid-19.
Ações brasileiras também sofrem perdas no exterior
A reação negativa não ficou restrita ao mercado brasileiro.
O EWZ, principal fundo negociado nos Estados Unidos que acompanha ações de empresas brasileiras, registrava queda de 26,16% antes da abertura do mercado americano.
Na Argentina, o índice MSCI Merval também apresentava perdas, com recuo de aproximadamente 4,50% perto das 12h.
O movimento ocorreu em meio à repercussão do resultado eleitoral brasileiro, considerando a importância econômica do Brasil para os países vizinhos.
Possível disputa judicial também preocupa investidores
Outro fator acompanhado pelo mercado é a possibilidade de questionamentos judiciais sobre o resultado das eleições.
Após a derrota, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhece o resultado e que pretende pedir a anulação do pleito, criticando a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prorrogação do horário de votação em determinadas seções eleitorais.
Especialistas avaliam que eventuais disputas judiciais podem ampliar as incertezas políticas e contribuir para a volatilidade dos ativos financeiros.
Mercado acompanha juros e contas públicas
Além do cenário político, investidores acompanham a divulgação do Boletim Focus, que reúne as projeções de instituições financeiras para inflação, crescimento econômico, câmbio e juros.
As estimativas divulgadas nesta segunda-feira ainda não refletem a reação à reeleição de Lula, pois foram coletadas até sexta-feira (23).
No cenário internacional, as atenções estão voltadas para as decisões de juros dos principais bancos centrais, especialmente o Federal Reserve, dos Estados Unidos, e para os preços do petróleo, influenciados pelas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã.
As fortes oscilações registradas nesta segunda-feira representam uma reação inicial dos investidores ao resultado eleitoral e às incertezas sobre os próximos passos da política econômica brasileira.
Os valores do dólar e do Ibovespa apresentados nesta reportagem são parciais, registrados por volta das 12h desta segunda-feira (26), e podem sofrer alterações até o fechamento do mercado
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