Ídolo do Corinthians, Zé Maria tem prisão decretada por deixar de pagar R$ 82 mil em pensão alimentícia

Compartilhe:

A Justiça de São Paulo determinou a prisão civil do ex-jogador de futebol José Maria Rodrigues Alves, conhecido como Zé Maria, ídolo do Corinthians, por falta de pagamento de pensão alimentícia ao seu filho de 21 anos. A decisão judicial aponta que Zé Maria, de 74 anos, acumula uma dívida de mais de R$ 82 mil referentes às pensões vencidas entre setembro de 2020 e abril de 2023, de acordo com os cálculos apresentados no processo.

O filho do ex-jogador, em entrevista, afirmou que estava enfrentando dificuldades para arcar com seus compromissos financeiros, incluindo despesas com faculdade, intercâmbio, teatro e outras necessidades médicas e de rotina, como vestuário e transporte. Zé Maria alegou que sempre realizou os pagamentos da pensão por meio de desconto em folha salarial, mas foi demitido de seu cargo na Fundação Casa em julho de 2020. Ele apresentou comprovantes de pagamento referentes a meses anteriores.

Em sua defesa, o ex-jogador indicou que o filho possui uma empresa e solicitou a extinção da cobrança com base nesse argumento. No entanto, a Justiça aguarda a manifestação do filho em relação a essa questão.

O juiz responsável pelo caso destacou que, quando intimado a efetuar o pagamento ou apresentar uma justificativa, Zé Maria limitou-se a afirmar que estava enfrentando dificuldades financeiras devido à pandemia e ao fato de sua renda advir apenas da aposentadoria. O magistrado ressaltou que o ex-jogador não conseguiu comprovar a completa impossibilidade de pagar a pensão, enfatizando que a falta de um emprego formal não exclui a obrigação alimentar estabelecida com base nos rendimentos.

A sentença ainda destaca que Zé Maria não apresentou, em nenhum momento, as razões para o não pagamento das prestações alimentícias nem propôs qualquer forma de parcelamento da dívida, mantendo-se inerte diante da situação. Diante disso, o juiz determinou a prisão do devedor inadimplente, considerando que os credores estão desamparados há muito tempo.

A defesa de Zé Maria solicitou a suspensão da ordem de prisão, argumentando que a decretação da prisão por débito de pensão alimentícia se aplica apenas quando há uma necessidade imediata de recebimento de valores para a sobrevivência, o que, segundo eles, não se aplica ao filho do ex-jogador. Além disso, a defesa contestou o valor cobrado, alegando que R$ 7 mil já haviam sido pagos e apresentou um pagamento adicional de R$ 5,5 mil, correspondente a 33% dos proventos da aposentadoria de Zé Maria, conforme informações do INSS.

No entanto, o juiz não considerou as justificativas e manteve o pedido.