O comerciante José Carlos de Souza, dono de uma loja de eletrônicos na região da Cracolândia, Centro de São Paulo, relatou um prejuízo de mais de R$ 300 mil após sua loja ser saqueada no último sábado, 27. Em entrevista ao SP1, da TV Globo, Souza expressou indignação com a "falta de ação do Poder Público" para conter a violência dos usuários de drogas na região. Ele afirmou que, devido ao ocorrido, a loja será encerrada e 10 funcionários serão demitidos.
Ao mostrar o interior da loja à reportagem, José Carlos de Souza descreveu cenas de devastação, com produtos quebrados no chão, prateleiras vazias e uma completa desordem. Cerca de 100% dos produtos foram roubados durante o saque, que durou apenas cinco minutos. O comerciante também criticou a demora da polícia em responder ao incidente e a falta de segurança na região.

O empresário, que atuava na região da rua Santa Ifigênia há 25 anos, lamentou a deterioração de seu patrimônio devido à violência e afirmou que já havia fechado três lojas anteriormente. A situação financeira delicada resultou em demissões, com mais de 30 funcionários dispensados anteriormente e outros 10 agora, com o fechamento da loja saqueada.
Em resposta ao incidente, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciou que 500 guardas civis metropolitanos serão destinados ao Centro da capital para reforçar a segurança. Ele destacou os esforços conjuntos com o governo estadual para enfrentar a escalada da violência na região central, ressaltando investimentos em tecnologia, câmeras de segurança e ações de combate ao tráfico.
O prefeito reiterou o compromisso em oferecer tratamento aos dependentes químicos da Cracolândia e empenhar-se na reurbanização da área. Apesar dos esforços, a situação preocupa as autoridades diante do impacto nas atividades comerciais e na segurança dos moradores e comerciantes locais.
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