O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou, em entrevista ao Jornal da rádio CBN de São Paulo (SP), nesta sexta-feira (23), que é possível reduzir o intervalo de 90 dias entre as duas doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca no estado desde que haja estoque suficiente dos imunizantes. Ele disse que o Ministério da Saúde prometeu antecipar as entregas em oito ocasiões, mas não cumpriu e terminou repassando menos vacinas do que o volume anunciado. O governador paulista lembrou que, nos Estados Unidos, o prazo entre as duas aplicações do imunizante da Pfizer é de apenas um mês.
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Sobre o anúncio de que São Paulo terá um novo ciclo de vacinação contra Covid-19 em 2022, o político afirmou que, apesar de ainda não haver um consenso sobre a necessidade dessa medida, há reconhecimento. De acordo com Doria, especialistas já sabem que precisaremos ser vacinados anualmente, o que ainda não se sabe é o período entre um ciclo vacinal e outro. Em São Paulo, profissionais da saúde serão o primeiro grupo a receber o imunizante no ano que vem.
Diagnosticado com a Covid-19 pela segunda vez, o governador de São Paulo afirmou que se sente muito bem e que está 'absolutamente assintomático'. Doria ressaltou que foram as duas doses da vacina Coronavac que o salvaram.
O governador de São Paulo também confirmou que o estado flexibilizará as medidas de restrição a partir de 1 de agosto. Ontem (22) o estado de São Paulo bateu um novo recorde de vacinação, com 619 mil vacinas aplicadas em 24 horas, o que representa um terço de toda a vacinação do país. Doria destacou que o estado já registra redução de quase 50% dos óbitos, a menor média de internação do ano e a menor taxa de ocupação de leitos de UTI.
Questionado sobre as recentes ameaças do presidente Jair Bolsonaro e de integrantes do seu governo à democracia, Doria afirma que não há nenhum risco delas se concretizarem. 'A democracia brasileira é maior e mais forte do que golpistas ou do que os que flertam com o autoritarismo', disse.
As informações são do site CBN*
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